Divulgação/Rio Motorsports
Divulgação/Rio Motorsports

Após aval do STF, governo do Rio marca para 7 de agosto audiência sobre novo autódromo

Publicação no Diário Oficial confirma data de sessão para apresentar estudo de impacto ambiental que pode marcar início do empreendimento para F-1 e MotoGP

Ciro Campos, O Estado de S.Paulo

23 de julho de 2020 | 08h00

O Rio vai realizar no próximo dia 7 de agosto às 19h audiência pública virtual para apresentar e discutir o relatório de impacto ambiental da construção do autódromo de Deodoro, empreendimento que pretende receber o GP do Brasil de Fórmula 1 a partir de 2021. E também da MotoGP, cujo contrato já foi assinado para 2022. A data foi confirmada nesta quarta-feira em publicação no Diário Oficial do Estado do Rio de Janeiro e assinada pela Comissão Estadual de Controle Ambiental (Ceca), órgão da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade.

A audiência é o próximo passo para o consórcio Rio Motorsports conseguir a emissão da licença prévia e poder assinar o contrato para executar a obra. A empresa venceu a licitação no valor de R$ 700 milhões para realizar o empreendimento, mas o processo seguinte, de assinatura, está suspenso pela Justiça do Rio enquanto não houver a emissão do laudo ambiental. Para isso, é necessário realizar a audiência para a divulgação dos estudos.

A audiência pública só poderá ser realizada porque na última sexta-feira o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, acolheu pedido da Prefeitura do Rio de Janeiro para permitir a realização da sessão virtual. A decisão de Toffoli suspendeu liminar concedida pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) para impedir a realização da audiência, que estava previamente marcada para maio.

A suspensão foi concedida sob a justificativa de que por causa da pandemia do novo coronavírus, não se poderia realizar a audiência no formato virtual para poder contar com maior participação pública. Na decisão, Toffoli explicou que não caberia ao Poder Judiciário decidir aspectos técnicos relacionados à administração pública e liberou a remarcação da data.

Para conseguir a liberação e iniciar a obra, o consórcio pretende uma série de ações, entre elas o replantio de 700 mil árvores, reutilização de água e políticas de neutralização de carbono. O Estadão revelou em 30 de junho que o Rio tem contrato encaminhado para receber a Fórmula 1 por 10 anos, com a promessa do pagamento de cerca de R$ 340 milhões anuais entre taxa de promoção e ingressos VIP.

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