Arrependido, Nelsinho diz que não espera perdão da F-1

A polêmica envolvendo o acidente de Nelsinho Piquet no GP de Cingapura de 2008 abalou a imagem do piloto na Fórmula 1. E, depois de escapar ileso do Conselho Mundial da FIA, o brasileiro revelou-se arrependido e disse que não espera ser perdoado pelo que fez.

AE, Agencia Estado

21 de setembro de 2009 | 11h04

"Gostaria de repetir que sinto muito por todos aqueles que trabalham na Fórmula 1 (incluindo as muitas boas pessoas da Renault), pelos torcedores e pela FIA. Não espero ser perdoado pelo que fiz, e nem espero que esqueçam isso, mas pelo menos agora as pessoas podem tirar suas conclusões baseadas no que aconteceu", disse Nelsinho, logo depois de deixar a sede da FIA, em Paris.

O brasileiro admitiu que o escândalo abala suas chances de continuar a carreira na categoria, mas afirmou que não desistirá de buscar um cockpit. "Tive de aprender muitas coisas difíceis nos últimos 12 meses, e reconsiderei o que é valioso na vida. Isso não mudou minha paixão pela Fórmula 1, mas sei que terei de recomeçar minha carreira do zero", afirmou.

Nelsinho foi quem detonou a armação da Renault, e por isso foi poupado pela FIA. Em agosto, depois de ser demitido pela equipe, ele foi à entidade máxima do automobilismo para dizer que havia batido propositadamente no GP de Cingapura de 2008, para ajudar na estratégia de Fernando Alonso.

Piquet admitiu que aceitou bater de propósito porque estava sob pressão de Flavio Briatore, seu empresário e chefe de equipe da Renault. Ainda assim, ele declarou-se arrependido. "Eu me arrependo muito das minhas ações e todos os dias penso que não deveria ter feito aquilo."

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