BAR e Renault superam McLaren e Williams

Com cinco etapas do Mundial já disputadas, a Fórmula 1 já tem uma certeza: as equipes Renault e BAR ocuparam o lugar da Williams e McLaren. Enquanto as duas primeiras experimentam sensível ascensão, os dois principais times dos anos 80 e 90 estão em queda, no caso da McLaren, queda livre. Neste domingo seus dois pilotos, David Coulthard, 10º, e Kimi Raikkonen, 11º, tomaram um volta até do quarto colocado, Fernando Alonso, da Renault. "Pelo menos nós terminamos a corrida", disse Coulthard, para se ter uma idéia do desespero de causa da escuderia da Mercedes. Jarno Trulli, da Renault, recebeu a bandeirada em terceiro neste domingo, sem necessitar da desistência de ninguém. "Este pódio é muito importante para mim como piloto." Tem mesmo razão. Sua posição dentro da Renault está em xeque. Consegue ser regularmente veloz mas ao mesmo tempo, inconstante. Esse resultado alivia um pouco a pressão sobre ele por ter empatado com Alonso na quarta colocação, 21 pontos. Trulli até esnobou um pouco ao dizer que, no fim, "tirou o pé" para o herói local, Alonso, cruzar em quarto, próximo dele. Alonso estava um pouco chateado. Ano passado ele foi segundo, gerando uma enorme festa no belo autódromo. "Na realidade, terceiro e quarto era o melhor que dava para fazer hoje. Eu fiquei no meio do tráfego até meu segundo pit stop e não pude impor meu ritmo." A regularidade conta atualmente mais que a velocidade. A Renault marcou pontos nas cinco provas este ano e está em segundo entre os construtores, com 42 pontos. Distante da Ferrari, líder com 82, mas bem acima da BAR, terceira, 32, e da Williams, quarta, 30. A McLaren já vê até seu quinto lugar ameaçado pela Sauber. A escuderia que já deu três títulos a Ayrton Senna somou até agora apenas 5 pontos, diante de 3 da Sauber, já que neste domingo Giancarlo Fisichella foi 7º e acrescentou dois pontos à organização suíça. O discurso dos homens da McLaren e da Mercedes está sempre pronto antes da largada. "O caminho até voltarmos a ser competitivos não é curto." A equipe tem problemas de velocidade e resistência no equipamento. Já está pensando em 2005. E a Williams cometeu um erro primário neste domingo: reduziu ao máximo o diâmetro dos dutos de refrigeração dos freios, para ganhar maior eficiência aerodinâmica e, portanto, velocidade, mas eles ficaram tão pequenos que causaram o abandono de Juan Pablo Montoya e obrigaram Ralf Schumacher ser bem mais lento. O colombiano desistiu, na 46ª volta, por esse motivo. A roda traseira esquerda nem saía do carro tal a dilatação do sistema, causada por superaquecimento. Ralf terminou em sexto, 1min13 atrás de Michael Schumacher, o vencedor. "Fizemos um julgamento equivocado das exigências dos freios nesta pista", disse Sam Michel, chefe dos Engenheiros. Detalhe: o Circuito da Catalunha é a pista-base de testes da Williams.

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