BAR pode ficar fora do GP da França

Amanhã, às nove horas, uma reunião no fórum de Nevers, cidade distante 20 quilômetros do circuito, decidirá o futuro da equipe BAR no GP da França. Os seus três carros foram trancados hoje nos caminhões da própria escuderia britânica e selados por ordem da justiça francesa. A empresa de marketing esportivo canadense PPGI, representada na França pela France-Corbeil, reclamou na justiça o direito de receber US$ 3,5 milhões de comissão por ter intermediado o contrato de patrocínio com a Tele Globe, companhia de telecomunicações. A decisão só não foi tomada na prova de Montreal, há cerca de três semanas, porque afetaria a participação do ídolo local, Jacques Villeneuve, na sua corrida de casa. O custo para a imagem da empresa seria grande demais. Mas a França está um pouco longe e a legislação local parecer proteger mais os autores da ação em casos semelhantes. Ano passado a Arrows não disputou o GP da França porque a Cosworth alegou, com razão, não ter recebido o dinheiro referente ao leasing dos seus motores. David Richards, chefe da BAR, não quis comentar o desgaste vivido por sua equipe, quinta colocada entre os construtores, com 13 pontos. A Tele Globe patrocinou a BAR em 1999 e 2000, quando a equipe era administrada por Craig Pollock, empresário também de Jacques Villeneuve, figura sempre presente no ambiente da organização ainda amanhã. O mesmo Craig que concordou em pagar ao piloto US$ 20 milhões, este ano, último do contrato. Ele fica com cerca de 12% do arrecadado por Villeneuve. O canadense conseguiu até agora 3 pontos diante de 10 do companheiro, Jenson Button, apesar de não se poder cobrar dele maior dedicação. Juan Pablo Montoya, da Williams, declarou hoje o que o diretor-técnico e sócio de sua escuderia, Patrick Head, e milhões de fãs no mundo todo esperavam ouvir. O colombiano reafirmou o que dissera à imprensa inglesa: "Prefiro abandonar uma corrida, por me envolver num acidente, a ficar atrás de meu adversário e não tentar a ultrapassagem." Logo depois do GP do Canadá, em que Ralf Schumacher permaneceu a prova inteira a um segundo, em média, do irmão, Michael Schumacher, Head afirmou que se fosse Montoya teria ao menos tentado a manobra. "Está no meu instinto. Há pilotos que têm medo de causar um acidente ao tentar a ultrapassagem e se contentam com alguns pontos, esse não é o meu caso", afirmou Montoya para possível delírios de seus fãns, que vêem na sua gana de vencer sua maior virtude. Não é sem motivo que a imprensa italiana já o associa à Ferrari para substituir Michael Schumacher. O colombiano tem o perfil perfeito do piloto-Ferrari para os tifosi. Um título mundial com ele seria infinitamente mais comemorado que qualquer dos três conquistados por Schumacher na escuderia. Para evitar atingir Ralf Schumacher, Montoya disse que em Montreal ele "talvez não estivesse tão perto do irmão para tentar a ultrapassagem e ganhar a corrida."

Agencia Estado,

03 de julho de 2003 | 16h08

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