Barrichello completa um ano de Stock Car e comemora popularidade

Piloto veterano se torna a estrela da categoria ao atrair fãs aos autódromos e audiência na TV

Ciro Campos, O Estado de S. Paulo

20 de outubro de 2013 | 08h00

SÃO PAULO - Desde o ano passado, os fãs da Stock Car que vão às corridas ficam ainda mais ansiosos nos momentos que antecedem a visitação aos boxes. O roteiro de todos ao longo do percurso é parecido: fotos com alguns pilotos, vídeos dos carros e, por fim, o destino é se aglomerar ao redor de Rubens Barrichello, que neste domingo, na etapa de Curitiba, completará um ano de categoria. O piloto de 41 anos voltou ao automobilismo brasileiro no fim da temporada de 2012 para disputar as três últimas provas do calendário – Curitiba, Brasília e São Paulo. Como gostou da experiência, decidiu estender o vínculo e neste fim de semana completa o primeiro aniversário da estreia na Stock Car justamente em um circuito especial para ele. Foi no autódromo paranaense que ele estreou na categoria e onde marcou os seus primeiros pontos, na segunda etapa deste ano. Para a prova deste domingo, o carro do piloto foi pintado inteiramente de rosa em apoio à campanha de prevenção ao câncer de mama.

Rubinho é o recordista de corridas na história da Fórmula 1 (são 323) e levou para a Stock Car a experiência e a fama construídas ao longo de 19 temporadas e dois vice-campeonatos, um em 2002 e outro em 2004. Por esse currículo, o ex-piloto da Ferrari passou a ser um dos principais atrativos de todas as etapas do campeonato. "Nos autódromos, fomos obrigados a reforçar o esquema de segurança diante dos boxes da equipe dele durante a visitação, porque ele se transformou no piloto mais procurado pelos torcedores", explicou Maurício Slaviero, diretor-geral da Vicar, promotora da Stock Car.

O dirigente destacou ainda o aumento da audiência das transmissões pela televisão desde a chegada de Barrichello. A recepção dos outros pilotos também foi boa, pois eles veem Rubinho como um colega bem humorado e uma espécie de "grife" para a Stock Car. "Sempre que o grid tiver pilotos que atraem público e mídia, a categoria estará se fortalecendo e essa renovação é necessária", afirmou Ricardo Zonta. O excelente acolhimento faz o piloto se sentir confortável no ambiente da Stock Car depois de um ano de muitas transições na carreira. Trocou a Europa pelos Estados Unidos e migrou para a Fórmula Indy, na qual não se deu tão bem, principalmente em ovais. Os melhores resultados, um quarto e um quinto lugares, foram conquistados em um circuito misto (Sonoma) e outro de rua (Baltimore).

ADAPTAÇÃO

No fim do ano, Rubinho fez uma mudança ainda mais drástica. Depois de muitos anos, deixou de guiar monopostos (carros de fórmula) para se sentar no cockpit de veículos de turismo, que têm menos visibilidade para o piloto e pesam cerca do dobro. “Como ele, eu também vim da Fórmula 1 para a Stock Car. Conheço as dificuldades para achar o melhor acerto e também de pilotagem, pois são completamente diferentes”, explicou Zonta. A adaptação a todas essas novidades tem sido difícil, como mostram os resultados. Em 12 provas disputadas desde a estreia na Stock Car, os melhores desempenhos de Rubinho ocorreram neste ano, nas etapas de Cascavel, em que obteve a pole position e fez a melhor volta da prova, e em Salvador, corrida que ele completou em segundo – seu único pódio até agora.

No campeonato, Barrichello está na oitava colocação e tem como objetivo chegar à primeira vitória na categoria. “No começo ele sentiu alguma dificuldade para se posicionar depois das largadas, mas evoluiu bastante nesse aspecto, embora ainda tenha mais um pouco para melhorar”, disse Maurício Ferreira, diretor técnico da equipe de Rubinho, a Medley/Full Time, que ressaltou estar contente com o rendimento do veterano piloto.

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