Jens Buettner/EFE
Jens Buettner/EFE

Barrichello dedica vitória no GP da Itália aos filhos

Brasileiro diz que dormiu mal por causa do câmbio e revela ter carinho especial por Monza

Lívio Orichio, O Estado de S. Paulo

13 de setembro de 2009 | 11h03

MONZA - Segunda vitória no ano, 11.ª na carreira, a terceira em Monza. Assim foi o GP da Itália deste domingo para Rubens Barrichello, que largou em quinto, fez apenas uma parada no box e andou o tempo todo em um ritmo veloz o suficiente para terminar a corrida com média de 341 km/h. O resultado, importantíssimo para o campeonato, foi dedicado aos filhos Eduardo e Fernando.

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"Estou sem palavras para descrever. Foi fantástico. Dedico esta vitória aos meus filhos. É aniversario deles neste mês", disse o brasileiro da Brawn GP, que explicou a "flechada" na comemoração no pódio. "O Fernando fez quatro anos ontem [sábado]. Então foi uma brincadeira com ele."

O brasileiro revelou ter tido dificuldades para dormir em função de um problema no câmbio. Se fosse obrigado a trocar a peça, Barrichello perderia cinco posições no grid, saindo em décimo e não em quinto.

"Deixei o telefone ligado para saber se a equipe ia me ligar às 8 horas da manhã para dizer que ia ter de trocar o câmbio. De qualquer forma estou feliz por não ter dado nenhum problema. Mas só fiquei tenso antes de entra no carro. Depois, quando você entra no carro, acaba esquecendo de tudo. Aí é só acelerar.

Barrichello lembrou também do começo do ano, antes de ser confirmado como piloto da Brawn GP, quando foi considerado "aposentado" por muitos. "Foi uma grande vitória aqui. Não importa o que tenha acontecido no passado. Vale lembrar que até o começo do ano não tinha nem emprego e agora estou aqui, numa equipe sensacional, com um carro muito bom e um motor também", agradeceu o brasileiro.

MAIS DIFÍCIL

Apesar da aparente facilidade, e monotonia de sua corrida (fez apenas uma ultrapassagem na pista), Barrichello disse que passou todas as 53 voltas da corrida deste domingo "com a faca entre os dentes". "Não sei se deu para o telespectador notar, mas a minha primeira volta foi bastante tensa. A corrida em si não teve muitas ultrapassagens, mas fiquei com o coração a 201 km/h."

"Por alguma razão os carros com kers largaram mal. Se tivessem largado bem teria sido mais difícil, quase impossível vencer. Não me lembro direito agora, mas na primeira curva vi de repente uma McLaren crescendo, acho que era a do [Heiki] Kovalainen. Quando encostei, botei de lado e consegui passar. Depois, consegui manter a posição na primeira 'di Lesmo' e aí soube que meu carro era bom o bastante para seguir na frente", disse o brasileiro. "Então, pode-se dizer que foi uma péssima largada deles e uma ótima minha."

"Depois desta primeira volta, meu engenheiro me disse que estava tudo indo certo, apenas com pequenos ajustes durante a corrida. Levei o carro num ritmo forte para uma parada só. É a melhor sensação do mundo saber que após sua última parada você está em primeiro", descreveu Barrichello, que agora está apenas 14 pontos atrás do líder Jenson Button, reduzindo uma diferença que já foi de 26.

ESPECIAL

Vencedor pela terceira no GP da Itália, Barrichello admitiu ter um carinho especial pela pista. "Monza sempre foi uma pista especial para mim. É uma pista especial para o acerto dos carros e o toque pessoal que você dá nos freios. É um lugar que beneficia um grande carro. Então não é possível vencer aqui sem um grande carro. Aqui é um lugar muito cruel para os freios. Por que você tem que ir com tudo, acelerar fundo."

(Atualizada às 15h39 para acréscimo de informações)

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