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Bernie Ecclestone diz que punição a Briatore foi muito severa

'No meu ponto de vista, a punição de Briatore foi cruel demais', diz o chefão sobre o banimento do italiano

AE, Agência Estado

24 de setembro de 2009 | 09h09

CINGAPURA - O inglês Bernie Ecclestone, detentor dos direitos comerciais da Fórmula 1, afirmou nesta quinta-feira que o Conselho Mundial da Federação Internacional de Automobilismo (FIA) exagerou ao banir o italiano Flavio Briatore do automobilismo. O ex-chefe de equipe da Renault foi o principal condenado no julgamento sobre a manipulação do resultado do GP de Cingapura de 2008.

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"Foi muito severo. Com certeza, muito severo. No meu ponto de vista, a punição de Briatore foi cruel demais. Não acho que fosse necessário bani-lo, mas eu estava na comissão que decidiu isso, então talvez eu seja tão responsável quanto os demais. Mas, pensando bem, não era necessário bani-lo", disse o dirigente inglês.

Briatore foi o grande perdedor no julgamento do Conselho Mundial, na segunda-feira. Condenado pela participação no acidente proposital de Nelsinho Piquet, o ex-chefe de equipe perdeu o direito de gerenciar a carreira de pilotos, e nunca mais poderá nem sequer comparecer a autódromos em que haja competições organizadas pela FIA.

Para Ecclestone, o italiano poderia ter sua pena reduzida caso confessasse a participação no escândalo. Mas, segundo o inglês, Briatore agiu de forma errada durante todo o caso. "Ele conduziu toda a questão de um jeito muito ruim. Ele poderia ter dito 'fui pego em flagrante, parecia uma boa ideia naquela hora, e estou arrependido', mas preferiu bater de frente com a FIA", afirmou.

O engenheiro Pat Symonds, igualmente envolvido no plano do acidente de Nelsinho Piquet, confessou sua participação no caso durante a audiência no Conselho Mundial. Pela confissão, teve a pena amenizada para cinco anos de suspensão.

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