Bernie Ecclestone pede ao presidente da FIA que renuncie

Reunião da FIA irá estudar o comportamento de Max Mosley, após seu envolvimento em escândalos sexuias

EFE

31 de maio de 2008 | 13h57

O presidente da Formula One Management (FOM), Bernie Ecclestone, pediu em entrevista publicada neste sábado, ao jornal britânico The Daily Telegraph que Max Mosley, presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), renuncie após o escândalo sobre sua suposta participação em uma orgia de temática nazista. Segundo Ecclestone, pelo bem do esporte e da federação, Mosley deve renunciar ao cargo. A declaração é feita a três dias de uma reunião extraordinária da FIA que estudará o comportamento de Mosley e votará secretamente sua permanência ou não no posto. Para Ecclestone, é melhor que Mosley saia por vontade própria do que obrigado por uma decisão da Assembléia Geral da FIA. "A última coisa que as pessoas envolvidas no esporte, inclusive os clubes, querem ver é Max [Mosley] em uma posição na qual seja obrigado a sair. Não quero ver isso. Fui amigo de Max durante 40 anos. Odiaria vê-lo ir desta maneira, após tudo o que fez pelo esporte", disse Ecclestone ao jornal. "Desde que explodiu a notícia [publicada em março na publicação britânica News of the World], recebi enormes pressões de gente que investe na Fórmula 1, patrocinadores e fabricantes, sobre este assunto", acrescentou. Segundo o The Daily Telegraph, Ecclestone está interado da notícia que causou o escândalo, apesar de não ter lido o artigo ou visto o vídeo divulgado pelo News of the World. À publicação, o presidente da FOM disse ainda que Mosley tem o direito à sua vida privada ser respeitada. 

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