Bernoldi vai correr com carro reserva

O brasileiro Enrique Bernoldi vai correr com o carro reserva no GP do Brasil deste domingo. O princípio de incêndio que seu carro sofreu no warm-up deixou a Arrows titular do piloto sem condições de disputar a prova. O acidente, incomum nas provas do mundial de pilotos, envolveu um carro de F-1 e um de série, no caso o utilizado pela equipe de atendimento médico aos pilotos (safety car). Quase ao final da sessão, a Sauber do alemão Nick Heidfeld bateu no Mercedes-Benz onde estava o ex-piloto Alex Dias Ribeiro, que conduzia o médico Fernando Novo à saída do S do Senna para socorrer Enrique Bernoldi. O brasileiro havia batido sua Arrows. O impacto danificou bastante a parte dianteira da Sauber e quase arrancou a porta do carro da organização do GP. Heidfeld bateu na Mercedes ao tentar desviar da Arrows de Bernoldi, parada na pista. Ele desceu em velocidade o S do Senna e, ao ver a confusão - Ribeiro havia parado o carro médico do lado esquerdo da pista - tentou desviar pelo pequena área de grama entre a pista e o guard-rail. Neste instante, Ribeiro abriu a porta do carro em que estava e o piloto alemão não teve o que fazer para evitar o choque. "Ele (Ribeiro) abriu a porta e eu acabei acertando. Quando vi o carro do Bernoldi parado na pista, tinha que optar por desviar pela esquerda ou pela direita. Acho que não saí pelo melhor lugar?, disse Heidfeld, que procurou manter o bom humor, apesar do semblante visivelmente irritado. Ribeiro, que trabalha como piloto do carro médico da F-1 há vários anos, é orientado pela entidade a falar apenas o necessário. Por isso, não quis apontar culpados pelo acidente. Mas deu a entender que houve demora da direção do GP em paralisar o treino após o problema com Bernoldi. "Não quero entrar em polêmica, mas estava certo de que o treino estava parado quando cheguei ao local do acidente?, disse. No momento do inusitado "atropelamento?, a prova estava sob bandeira vermelha (paralisada) e as imagens de TV mostram o fiscal fazendo esta sinalização quando Heidfeld fez a Segunda perna do S do Senna. No entanto, ele estava em alta velocidade, pois não respeitou a sinalização de bandeira amarela que existia no final da reta dos boxes no momento em que ele passou por aquele trecho. Michael Schumacher, por exemplo, respeitou a sinalização e, ao chegar no ponto onde estava a Arrows de Bernoldi, em velocidade baixa, pôde desviar tranqüilamente pelo lado esquerdo. Carlos Montagner, diretor do GP do Brasil, confirmou que o trabalho dos fiscais foi correto. "Assistimos as imagens e pudemos constatar que havia sinalização de bandeira vermelha em dois pontos anteriores ao local onde estava a Arrows?, garantiu. Retrospecto - Em 1997, o canadense Jacques Villeneuve foi excluído do GP do Japão por não ter respeitado uma bandeira amarela durante o treino. Neste domingo, Heidfeld escapou da punição, pois a direção da prova considerou que ele não teve culpa no ?atropelamento? do carro médico. O próprio diretor médico da FIA, Sid Watkins, entendeu que ninguém teve responsabilidade. "Heidfeld tinha de optar por um lado para tentar passar?, juistificou. Quase - Alex Dias Ribeiro disse que, se tivese saído do carro segundos antes, estaria morto. "Ainda bem que o carro tem banco de corrida e sair é complicado?, falou. "Um segundo antes e eu já não estaria mais aqui.? O médico Fernando Novo, que estava no carro de apoio, foi o único que não se assustou com o acidente. Ele já estava atendendo a Bernoldi. "Eu não vi nada, só escutei o barulho?, disse.

Agencia Estado,

31 Março 2002 | 13h56

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