Brasil terá cinco pilotos no Canadá

Dos 22 pilotos que irão disputar o GP do Canadá, neste domingo em Montreal, nada menos de cinco (22,72%) são brasileiros. À última hora Ricardo Zonta, piloto de testes e reserva da equipe Jordan, substituiu o alemão Heinz-Harald Frentzen. No GP de Mônaco Frentzen bateu com violência na saída do túnel e sexta-feira, na sessão livre da prova de Montreal, sofreu novo acidente. Zonta já participou dos treinamentos de hoje.Em 1991, Ayrton Senna corria pela McLaren, Nelson Piquet e Roberto Moreno iniciaran a temporada na Benetton e Mauricio Gugelmin era piloto da Leyton House. O Brasil tinha quatro pilotos na Fórmula 1, dois deles já campeões do mundo mais de uma vez, Senna e Piquet. Hoje o País compete no Canadá com cinco representantes. É o maior contingente de brasileiros que a F-1 já assistiu.Há, contudo, uma diferença básica entre as duas gerações: a de Senna e Piquet conquistou os melhores resultados do Brasil no Mundial. Só com os dois o País foi seis vezes campeão do mundo. Emerson Fittipaldi deu os dois outros títulos à nação, em 1972 e 1974. A realidade da competição hoje é outra, todos concordam, mas é verdade também que até o campeonto de 1991 começar, só entre Senna e Piquet o Brasil já havia vencido 48 vezes na F-1. No total os dois conseguiram 64 vitórias. Emerson Fittipaldi, outras 14.Há uma série de atenuantes para justificar a enorme diferença de desempenho entre uma e outra época de representantes do País no Mundial, mas os números não escondem que tudo o que essa geração que está aí, em fase de renovação, conseguiu foi uma única vitória. Rubens Barrichello chegou em primeiro no GP da Alemanha do ano passado.A decisão de substitui Frentzen por Zonta foi tomada apenas neste sábado pela manhã, embora na sexta-feira as fortes dores nas costas e de cabeça do alemão já dessem a entender que ele não deveria correr mais no Canadá. Nos testes de Magny-Cours, há uma semana, logo em seguida à prova de Mônaco, Zonta já havia realizado o trabalho de Frentzen por ele não sentir-se bem. A pancada no muro, dentro do túnel em Mônaco, foi a mais de 250 km/h. Por sorte o ângulo pouco incidente permitiu que ele se arrastasse rente ao muro por um bom espaço, submetendo seu corpo a uma desaceleração não grave.Frentzen passará agora por uma série de exames a fim de se apurar, com precisão, se existe alguma lesão óssea na sua coluna ou mesmo neurológica, já que ele sentia, sábado, tontura e dores de cabeça. Ele não deve participar dos testes da próxima semana em Silverstone, onde também será substituído por Zonta. Hoje à tarde o piloto alemão voou de volta a Mônaco, local de residência. Existe até mesmo a possibilidade de o brasileiro disputar o GP da Europa, etapa seguinte do campeonato, dia 24, em Nurburgring, Alemanha.

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