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Brasileiro Bruno Senna estará na Fórmula 1 em 2010

Sobrinho de Ayrton Senna estreará na principal categoria do automobilismo pela Campos GP

Livio Oricchio, O Estado de S. Paulo

29 de outubro de 2009 | 17h49

SÃO PAULO - Quatro temporadas no automobilismo: foi o que precisou, a rigor, Bruno Senna para chegar à Fórmula 1. Aos 26 anos, completados dia 15, o sobrinho de Ayrton Senna será piloto da também estreante equipe Campos GP.

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Bruno é o terceiro brasileiro confirmado na Fórmula 1 para 2010. Os outros são Felipe Massa, na Ferrari, e Rubens Barrichello, Williams, embora este não tenha sido oficializado da mesma forma.

"Não posso dizer nada como piloto da Campos enquanto eles não confirmarem minha contratação", disse Bruno. Mas sabe-se que ele assinou contrato domingo, quando visitou a sede do time do espanhol Adrian Campos, ex-piloto de Fórmula 1, na cidade de Murcia, na Espanha. Ao contrário do divulgado em várias mídias, a vaga na Fórmula 1 não foi comprada.

"Eles acreditam no meu potencial de piloto e no que posso ajudar na campanha de marketing para fechar o orçamento da temporada", explicou Bruno, sempre lembrando que espera o anúncio. "O fato de eu não levar patrocinadores não quer dizer que, se me confirmarem, eu não possa levá-los para colaborar com a equipe".

O mais impressionante na carreira de Bruno é a rapidez com que ascendeu na profissão. Em 2004, com 20 anos, decidiu que desejava ser piloto, como o tio. "Respeito a decisão dele. É isso o que quer", afirmou, na época, Viviane Senna, mãe de Bruno e irmã de Ayrton, embora reconhecesse: "Apesar do aumento na segurança, não há como não me preocupar."

Bruno disputou três etapas da Fórmula BWM na Europa, em 2004, para saber se tinha aptidão para ser piloto. Por orientação de Gerhard Berger, ex-companheiro de Ayrton Senna na McLaren e amigo da família, que o acompanhou no início, foi disputar a concorrida Fórmula 3 Britânica, onde permaneceu dois anos. Na sequência, 2007 e 2008, correu na GP2.

"Quando o Berger me disse que o Bruno tinha jeito para a coisa, eu quase cai sentada, talvez fosse o que não desejasse ouvir", confessou Viviane. Hoje ela apoia o filho no seu sonho de ser campeão do mundo.

"Bruno sempre foi muito veloz. E compensa a falta de experiência com sua dedicação extrema e inteligência privilegiada", diz Paul Jackson, proprietário do time ISport, com o qual Bruno foi vice-campeão da GP2 em 2008. Ano passado, Bruno e Lucas Di Grassi fizeram um teste com a Honda (hoje Brawn GP), em Barcelona. "Bruno e Lucas realizaram um trabalho realmente profissional", definiu Ross Brawn.

Dentre as quatro escuderias novas na Fórmula 1 em 2010, a Campos é a de melhor perspectiva técnica, já que quem projetou seu carro e o está construindo é o fabricante italiano Gian PaoloDallara, reconhecidamente capaz, dono do mercado mundial dos carros de Fórmula 3. O motor será Cosworth, o mesmo dos demais estreantes e da Williams.

"O programa de testes infelizmente é curto, mas é o mesmo para todos", disse Bruno. "Na Campos ou em outro time, teremos três dias de testes por semana em fevereiro."

O companheiro de Bruno não será brasileiro. Dois pilotos são os mais cotados, hoje, para a vaga: o venezuelano Pastor Maldonado, sexto na GP2 este ano, apoiado pelo presidente Hugo Chávez, e o russo Vitaly Petrov, vice-campeão da GP2. Ambos com muito dinheiro dos patrocinadores.

Atualizado às 20h51 para acréscimo de informações

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