José Mario Dias/Vipcomm
José Mario Dias/Vipcomm

Brasileiro faz história no Rali Dacar com o 10º lugar nos quadris

André Suguita se torna o primeiro piloto do País a completar a prova: 'Foi um desafio muito mais difícil do que eu poderia imaginar'

Estadão Conteúdo

17 de janeiro de 2015 | 19h29

O Brasil fez história na edição de 2015 do Rali Dacar, o maior rali do mundo disputado neste ano em três países da América do Sul: Argentina, Chile e Bolívia. André Suguita se tornou o primeiro brasileiro a completar a prova a bordo de um quadriciclo e conseguiu um expressivo 10.º lugar na classificação geral da categoria.

"Foi um desafio muito mais difícil do que eu poderia imaginar. Nunca tive a ambição de fazer um bom resultado no Dacar, mas sim de viver as experiências e completar a prova e não desisti até o último instante. Estou muito feliz e tive forte apoio da família e dos amigos, além da minha equipe de apoio, que não poderia ter sido melhor. Sem eles eu não teria chegado até aqui", declarou o paulistano André Suguita, de 34 anos, que aproveitou as férias do trabalho no mercado financeiro para encarar a aventura.

O Rali Dacar teve início no último dia 4 em Buenos Aires, local da chegada neste sábado, e incluiu mais de nove mil quilômetros, entre trechos cronometrados (especiais) e deslocamentos. "O Dacar foi a minha primeira experiência com o Can-Am Renegade (quadriciclo) e certamente não teria completado sem ele. Fui surpreendido com o alto nível de dificuldade da prova e o quadriciclo ajudou muito nos momentos em que me faltaram a experiência e a técnica. Passei por dunas de 300, 400 metros, o que era algo inédito para mim, e o Renegade fez toda a diferença. Estou muito feliz pela escolha", afirmou.

A categoria para quadriciclos teve 48 inscritos, sendo que apenas 18 completaram o desafio. "Houve momentos em que eu me perguntava: ''O que estou fazendo aqui? Onde eu me meti?''. Mas os problemas foram sendo solucionados e tive como estratégia adotar uma tocada mais suave. Muitos foram ficando pelo caminho e percebi que no Dacar a única certeza é de que o dia nunca será da forma como você imaginou. Não há nada igual a cruzar a linha de chegada, é algo que não tem preço", concluiu o piloto. O campeão geral dos quadriciclos foi o polonês Rafal Sonik.

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