Brasileiros armam estratégia na IRL

Os pilotos brasileiros da Indy Racing League já tem uma estratégia para vencer a temporada de 2003: evitar que a competição dentro da própria equipe possa prejudicar o resultado final das corridas. Esta é a orientação que a Penske determinou a dupla formada por Gil de Ferran e Hélio Castro Neves. E o acordo também vale para os três pilotos da Andretti/Green Racing, Michael Andretti, Tony Kanaan e Dario Franchitti. O esquema funcionou em Homestead, domingo, e continuará valendo no Phoenix International Raceway, na segunda corrida do ano, dia 23. ?Nós conversamos muito e a filosofia da Green é cada um ajudar o outro na medida do possível. Quem estiver em melhor condição vai lutar pelo primeiro lugar", explica Tony Kanaan, para quem, em 2003, são grandes as chances do primeiro título de um piloto brasileiro na IRL. ?Este vai ser o campeonato mais difícil e equilibrado que a a categoria já teve. E os pilotos brasileiros gostam de enfrentar esse tipo de dificuldade." Domingo, em Homestead, a vitória foi do neozelandês Scott Dixon, da Ganassi. Gil foi 2º, Helinho o 3º e Kanaan o 4º. Giaffone acabou em 9º.No caso da Penske, Hélio Castro Neves explica que ele e Gil têm liberdade para competir, na pista, da maneira que julgarem mais conveniente em cada situação de corrida. ?Só temos determinação expressa que, em nenhuma circunstância, um pode ameaçar a situação do outro. Um choque entre os dois pilotos da equipe é coisa que o Roger Penske não admite em nenhuma hipótese." Para Kanaan, a estratégia da Andretti/Green é clara e foi o próprio Michael Andretti quem deu as regras. ?Um deve ajudar o outro. No treino oficial, sábado, o Michael é quem sugeriu as mudanças de acerto no meu carro. E fiz como ele disse e fiquei com a pole. É assim que uma equipe mostra que é forte", diz o piloto. Na corrida, a Green estabelece que o piloto que chegar com uma roda na frente deve ter a prioridade. Foi assim que, em Homestead, Michael tomou a ponta depois de largar na primeira fila, com segundo melhor tempo, ao lado do pole Tony Kanaan. Depois, no decorrer da corrida, quando sentiu que Kanaan estava mais rápido, Michael deixou-o ultrapassar e ficou em segundo. ?O Michael fez a coisa certa. No momento em que eu passei para o primeiro lugar, os outros estavam mais atrás. Desta forma, eu e ele abrimos uma diferença em relação às Penske. Se ele não permitisse que eu o ultrapassasse naquele momento, daria condições para as Penske se aproximarem mais", raciocina Tony Kanaan. Na Mo Nunn, a situação não é diferente. Pela primeira vez, desde que começou a correr na Indy Racing League em 2001, quando foi o rookie (estreante) do ano, Felipe Giaffone disputará toda a temporada com um companheiro de equipe, o japonês Tora Takagi. Giaffone, que sempre competiu sozinho, acha bom ter um companheiro de equipe para trocar informações. E diz que a primeira preocupação e evitar qualquer problema com Takagi na pista. ?Nós temos que discutir juntos qual o melhor acerto para o carro, respeitando as diferenças de estilo de cada um. Depois, na pista, quem estiver melhor, ficará na frente." Em Homestead, Giaffone foi o 9º e Takagi, o 12º. A Indy Racing League é a única categoria de ponta do automobilismo internacional em que jamais um piloto brasileiro conquistou o título. Quem esteve mais perto foi Hélio Castro Neves que, em 2002, foi o vice-campeão, atrás de Sam Hornish. Os pilotos brasileiros também não ganharam muitas provas da IRL já que estrearam só a partir da sexta temporada, em 2001, com Felipe Giaffone. Quem mais venceu foi Hélio Castro Neves, com três primeiros lugares seguido por Gil de Ferran com duas vitórias enquanto Airton Daré (que, este ano, só correrá a partir de Indianápolis) e Felipe Giaffone tem uma vitória cada um. Sam Hornish, que corre desde 2000, e Buddy Lazier, que estreou na categoria em 96, têm oito vitórias cada.

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