Brasileiros enfrentam problemas

Apesar da primeira experiência na pista de Interlagos nos treinos livres desta sexta-feira, três pilotos brasileiros, Luciano Burti, Enrique Bernoldi e Tasso Marques, não sabem exatamente o que poderá acontecer com seus carros, neste sábado, nos treinos de classificação para o Grande Prêmio Brasil de Fórmula 1. Todos enfrentaram problemas inesperados com seus carros.No caso de Burti, da Jaguar, e Bernoldi, da Arrows, a dificuldade foi a mesma: o carro passou a "sair de frente" a partir do momento que foram colocados pneus novos. "É a primeira vez que isso acontece, mas acho que é só questão de encontrar um balanceamento melhor", disse Burti.O piloto não quis fazer previsão sobre posicionamento na largada de domingo. "Não tenho idéia precisa de como foram os outros", afirma o piloto, que marcou o 11º tempo (1min17s430). Paralelamente aos problemas, no entanto, o piloto diz ter ficado particularmente satisfeito em correr em Interlagos. "Pensar que há alguns anos atrás eu comprava ingressos para ver o Rubens e agora estou aqui é maravilhoso".Bernoldi disse que o problema com os pneus de sua Arrows surgiu apenas na segunda parte dos treinos livres, o que justificou sua queda de desempenho entre a primeira tomada de tempos quando ficou em 11º e a segunda, a qual terminou em 19º (1min18s233). "Fiquei surpreso porque não aconteceu nas outras duas provas", explicou Bernoldi.O piloto, que diz também ter tido dificuldade de controlar o carro na parte mais lenta do circuito, acredita que se o problema de estabilidade do carro for resolvido poderá ficar entre os 15 primeiros no grid de largada de domingo. Para Bernoldi, assim como aconteceu com Burti, as dificuldades foram compensadas pela emoção de correr pela primeira vez diante da torcida brasileira. "Foi como uma segunda estréia para mim, uma sensação muito legal", descreveu.Tarso ficou completamente desapontado com o desempenho da sua Minardi. Além do problema crônico de falta de potência do motor, outras dificuldades surgiram. "Antes o carro só saía de frente mas a parte traseira estava boa. Agora a parte traseira piorou", lamenta o piloto. Segundo ele, o carro está com um acerto pior do que o da Malásia e será preciso muito trabalho para que o time melhore suas condições para os treinos de classificação.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.