Brasileiros foram muito mal em Ímola

Em poucos fins de semana da história da participação do Brasil na Fórmula 1 seus representantes tiveram desempenho tão fraco, em conjunto, como neste domingo, no GP de San Marino. Rubens Barrichello, com a mesma Ferrari do vencedor, quase tomou uma volta de Michael Schumacher. "Poderia ter sido um segundo mais rápido por volta, mas fiquei bloqueado no tráfego a corrida inteira", alegou Rubinho. Mas ninguém viu Rubinho sequer tentar a ultrapassagem sobre os adversários. Acabou em sexto. Pode ser só coincidência, mas o desempenho de Rubinho no circuito Enzo e Dino Ferrari nunca entusiasmou a torcida da Ferrari. Neste domingo não foi diferente. "Na largada o Ralf Schumacher me deixou numa situação em que ou eu saía da pista ou perdia a posição. Eu o ultrapassei várias vezes ultimamente e acho que ele tinha isso na cabeça." Takuma Sato aproveitou-se do seu posicionamento e o deixou para trás também. Rubinho terminou a primeira volta em sexto. O que os seus fãs e da Ferrari gostariam de ter visto era algo semelhante ao que fez Fernando Alonso, da Renault, que não hesitou em dividir a freada da Rivazza com Ralf Schumacher. Os dois se tocaram, mas Alonso levou a melhor e assumiu o quarto lugar. Rubinho permaneceu boa parte da corrida atrás de Ralf e, como afirmou, dispunha de um carro um segundo mais rápido. Desta vez ficou devendo. Sua segunda colocação no campeonato está agora ameaçada por Jenson Button, um ponto apenas atrás, 24 a 23. Felipe Massa, da Sauber, ganhou a 12ª posição de Olivier Panis na freada da Rivazza, na primeira volta, depois de perdê-la na largada, e conduziu de forma burocrática também, pouco a ver com seu estilo agressivo, de não render-se. Concluiu a prova em décimo, mas atrás do companheiro de equipe, Giancarlo Fisichella, que largou entre os três últimos por não ter-se classificado em razão de ter perdido a terceira marcha pouco antes do treino começar. "A estratégia de duas paradas era mais apropriada aqui", falou. Ele e seu engenheiro haviam optado por três pit stops, enquanto Fisichella, dois. Cristiano da Matta, da Toyota, obteve um bom décimo lugar no grid, mas cometeu, neste domingo, um erro pouco comum: "Eu esqueci de voltar a ligar o botão que aciona vários recursos eletrônicos, dentre eles o controle de tração, em seguida a ter cumprido o meu drive-through." Era a 32ª volta de um total de 62. Cristiano havia sido punido por não ter facilitado, de imediato, Michael Schumacher de lhe dar uma volta. Quando de trata de ser a favor do alemão da Ferrari as regras são cumpridas com rigor máximo. Sem saber que estava sem o controle de tração, por não tê-lo acionado depois do drive-through, acabou surpreendido pela reação do carro e saiu da pista.

Agencia Estado,

25 de abril de 2004 | 17h11

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