Brasileiros pressionam Hornish na IRL

Um americano sob pressão dos brasileiros. Esta é a situação do americano Sam Hornish Jr.. Ele lidera a temporada da Indy Racing League com 399 pontos, mas é seguido de perto por um trio que incomoda bastante: Hélio Castro Neves (399), Gil de Ferran (386) e Felipe Giaffone (382). A três etapas do final do campeonato - a 13.ª e antepenúltima, o GP de Saint Louis ocorre neste domingo -, o atual campeão da categoria se mostra um pouco desconfortável ao falar sobre a "caçada´´. Mas não perde a pose e garante que não irá se abalar nesta parte final da luta pelo título. Em Saint Louis, Hornish Jr. está espremido por brasileiros no grid. Larga em segundo. Fez 25s720 no treino oficial deste sábado (média de 281,509 km/h), contra 25s696 (281,768 km/h) do pole Gil. Em terceiro no grid está Helinho (25s723, com 281,476 km/h de média, que terá ao seu lado Vitor Meira, da Menard, brasileiro que faz sua segunda prova na categoria e marcou o tempo de 25s882 (279,745 km/h). A corrida, em 200 voltas no oval de 1,2 milha (2.011 km) do Gateway International Speedway, tem largada prevista para as 16 horas, de Brasília, e o SporTV anuncia transmissão ao vivo. O americano tem procurado se manter tranqüilo. "Ainda não me sinto sob pressão´´, disse Hornish Jr., visivelmente desconfortável com a pergunta. "Ninguém começou a pressionar. Talvez façam depois´´, completou. Só não esclareceu se a "provável pressão´´ viria de dentro da pista ou de fora, dos membros e patrocinadores de sua equipe, a Panther, uma das mais fortes da categoria. Aos 23 anos, o piloto não consegue disfarçar certa arrogância em suas declarações. No entanto, acaba demonstrando que a presença de brasileiros no seu "encalce´´ não é muito agradável. "Três brasileiros disputando o título já está bom, não é?´´ Em seguida, assume um tom político. "Mas se os brasileiros estão andando bem na IRL é porque são bons.´´ Hornish Jr. também procura mostrar empenho em agradar ao público americano. Afinal, é o único piloto de Fórmula do país que faz sucesso. Ele tem consciência disso e garante que não pensa em trocar de categoria. Nem se fosse para correr na F-1. "Não sonho com a F-1. Pode até ser que isso (competir na principal categoria do automobilismo mundial) venha a acontecer algum dia. Sou um piloto e gosto de corridas. Só que os americanos não costumam fazer sucesso na F-1. Como experiência, eu até iria, mas o que quero mesmo é um dia ganhar as 500 Milhas de Indianápolis.´´ Brasileiros - Enquanto Hornish Jr. faz de tudo para não se deixar pressionar, Felipe Giaffone, da MoNunn, está tranqüilo porque não convive com este tipo de problema. "Ao contrário do Hornish e dos pilotos da Penske (Gil e Hélio), eu não estou sob pressão. Todos na equipe (estreante na categoria) estão conscientes de que já fizemos um trabalho além das expectativas iniciais. Claro que sempre se quer mais, mas não há pressão. O que há é uma grande motivação, pois o trabalho está dando certo.´´ Neste domingo, Felipe larga em sétimo (25s909). "Queria um lugar um pouco melhor. Mas estou no bloco da frente e a corrida é longa´´, disse o piloto da MoNunn. Gil, o pole, procura não se empolgar. "Largar na frente ajuda, mas não resolve. Aqui tem muito tráfego, e isso é complicado´´, justificou. Para Helinho, a disposição é uma só: "Sentar a bota, sem fazer besteira, é claro.´´ Raul Boesel, brasileiro da Bradley, é o 13.º no grid e Airton Daré, da A J. Foyt, o 20.º . Baixa - O GP de Saint Louis terá 25 participantes. Isso porque o sul-africano Thomas Schekter não corre pela Cheever. Segundo a equipe, ele faltou a uma reunião na sexta-feira e, quando procurado, disse que não disputaria o GP. No entanto, todo mundo sabe que desde as primeiras provas do campeonato Eddie Cheever, dono do time, queria mandá-lo embora. Schekter destrói muitos carros. Comenta-se que ele está acertando a sua transferência para um time da Indy. Próxima temporada - Na guerra contra a Indy, a IRL está prestes a ganhar novas batalhas. O piloto americano Michael Andretti está mesmo disposto a trazer a equipe Green, da qual agora é sócio majoritário, para a categoria. A Rahal estuda seguir o mesmo caminho, assim como a Fernandez Racing. A MoNunn pode colocar Tony Kanaan na IRL, mantendo o patrocínio da Pioneer, e existe a chance de Chip Ganassi fazer o mesmo com Bruno Junqueira. A MoNunn ainda não definiu com qual motor competirá em 2003. Negocia com os japoneses da Toyota e da Honda, esta com maiores possibilidades. Confira o grid completo do GP de Saint Louis: 1. Gil de Ferran, Dallara-Chevrolet, 281.768 kph. 2. Sam Hornish Jr., Dallara-Chevrolet. 3. Helio Castroneves, Dallara-Chevrolet. 4. Vitor Meira, Dallara-Chevrolet. 5. Jeff Ward, G Force-Chevrolet. 6. Laurent Redon, Dallara-Infiniti. 7. Felipe Giaffone, G Force-Chevrolet. 8. Robbie Buhl, G Force-Infiniti. 9. Sarah Fisher, G Force-Infiniti. 10. Scott Sharp, Dallara-Chevrolet. 11. Tony Renna, Dallara-Chevrolet. 12. Billy Boat, Dallara-Infiniti. 13. Raul Boesel, Dallara-Infiniti. 14. Alex Barron, Dallara-Chevrolet. 15. Buddy Rice, Dallara-Infiniti. 16. Al Unser Jr., Dallara-Chevrolet. 17. Anthony Lazzaro, Dallara-Chevrolet. 18. Eddie Cheever Jr., Dallara-Infiniti. 19. Buddy Lazier, Dallara-Chevrolet. 20. Airton Dare, Dallara-Chevrolet. 21. Eliseo Salazar, Dallara-Chevrolet. 22. Robby McGehee, G Force-Chevrolet. 23. Greg Ray, Dallara-Chevrolet. 24. George Mack, G Force-Chevrolet. 25. Hideki Noda, G Force-Chevrolet.

Agencia Estado,

24 Agosto 2002 | 20h13

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