Brawn diz que ordens de equipe devem ser liberadas

Após polêmica entre Alonso e Massa, chefe da Mercedes enfatiza que regra é pouco realista e que pilotos devem agir de acordo com interesse da escuderia

AE, Agência Estado

28 de julho de 2010 | 11h58

Chefe da Mercedes e ex-dirigente da Ferrari, Ross Brawn afirmou que a polêmica envolvendo Fernando Alonso e Felipe Massa no GP da Alemanha, no último domingo, em Hockenheim mostrou que é pouco realista a regra que proíbe as ordens de equipe. Assim, sugeriu a abolição desta regra na Fórmula 1 pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA).

Brawn se envolveu diretamente em outra polêmica ordem de equipe em 2002, quando Rubens Barrichello cedeu a liderança do GP da Áustria a Michael Schumacher. "A regra que proíbe as ordens de equipe não é realista. As equipes e a FIA devem encontrar juntos uma solução transparente que mantenha a integridade da competição e as garantias do esporte", disse, em entrevista ao jornal esportivo italiano Gazzetta dello Sport.

O dirigente avisou que ordenará uma troca de posições entre Nico Rosberg e Michael Schumacher caso isso atenda aos interesses da Mercedes. "Aos nossos pilotos pedimos que evitem choques uns contra os outros. E quando se tem a chance de conquistar o título, enquanto o outro não, nós queremos ambos agindo com o interesse da equipe sem jogar fora essa oportunidade", afirmou.

O incidente envolvendo Barrichello e Schumacher provocou a criação de uma regra que proíbe as ordens de equipe caso elas interfiram diretamente nos resultados da corrida. Como a infringiu no último fim de semana, a Ferrari foi multada em US$ 100 mil (aproximadamente R$ 176 mil) e será julgada pelo Conselho Mundial da FIA.

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