Jan Woitas/Efe
Jan Woitas/Efe

Brawn GP entra para a história, mas não esquece a Honda

Escuederia conquista o Mundial de Contrutores e Pilotos - com Button - mas reforça sua experiência

Lívio Orrichio, O Estado de S. Paulo

19 de outubro de 2009 | 09h25

O que já está registrado na história da Fórmula 1 é: a equipe Brawn GP estreou no campeonato de 2009 e conquistou, no domingo em Interlagos, os dois títulos, de pilotos e construtores. É um fato inédito. Curiosamente, seu sócio e diretor geral, Ross Brawn, bem como os pilotos, Jenson Button e Rubens Barrichello, que deveriam ser os primeiros a destacar a proeza, fazem questão de dizer que a Brawn GP não é uma equipe estreante.

Veja também:

linkJenson Button supera Rubinho e conquista título da Fórmula 1

mais imagens A vitória de Webber e o título de Button em Interlagos

F-1 2009 - tabela Classificação | especialCalendário

especialESPECIAL - A carreira do campeão Jenson Button

especialESPECIAL - Jogue o Desafio dos Pilotos

blog BLOG DO LIVIO - Leia mais sobre a F-1

blog SPF1 - Leia mais no blog do GP do Brasil

"Essa equipe não é completamente nova. Eu trabalho com eles desde 2003, tem gente de muito talento lá e é bem administrada; não teríamos obtido esse sucesso sem Ross Brawn", disse Button, emocionado ao falar sobre a Brawn GP. Em 16 participações na Fórmula 1, a escuderia inglesa venceu 8 - 6 com Button e 2 com Rubinho. Somou 161 pontos diante de 135,5 da Red Bull, 71 da McLaren e 70 da Ferrari. "Eu faço parte do grupo desde 2006, agora com outro nome", lembra Rubinho.

Já Ross Brawn fez questão de agradecer a todos. "Trabalharam duro mesmo, em especial depois das mudanças que precisamos fazer. Quero dizer obrigado também aos que não puderam continuar, por precisarmos reduzir a equipe."

Dia 5 de dezembro passado, Rubinho recebeu um telefonema de Ross Brawn, que havia sido chamado ao Japão pelos diretores da Honda alguns dias antes. Brawn era o diretor-técnico da Honda. E o que o inglês ouviu o surpreendeu profundamente: a montadora japonesa estava deixando a F-1, informação passada a Rubinho. Longas semanas se passaram até que Brawn recebesse da Honda o direito de levar adiante a equipe e com um depósito de US$ 150 milhões para bancar a temporada.

Dia 6 de março, Button acelerou pela primeira vez o carro da Brawn, que teve de ser revisto por inteiro para receber o motor Mercedes em substituição ao Honda. Duas semanas depois o modelo BGP 001 teria de ser embarcado para a abertura do Mundial, na Austrália. "Depois de quatro voltas no primeiro teste parei nos boxes, soltei a respiração e Rubens veio me perguntar sobre o carro. Disse, aliviado, é um grande carro’’, conta Button.

Um dos engenheiros responsáveis pelo BGP 001, o belga Jackie Eecklaert, não mais no time mas presente ontem em Interlagos, deu detalhes: "Em maio de 2008, Brawn compreendeu que não faríamos nada com o modelo do ano passado e concentrou todo nosso trabalho no deste ano, esse carro que está aí. Foi, com certeza, o mais estudado antes da estreia." Em 16 provas, Button e Rubinho não tiveram um abandono sequer por quebra de componente.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.