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Briatore avisa Nelsinho: as desculpas estão no fim

Chefão da Renault deixa claro a insatisfação com o piloto brasileiro e fala em 'ver o que vai acontecer'

Livio Oricchio, O Estado de S. Paulo

24 de julho de 2009 | 15h52

BUDAPESTE - A situação de Nelsinho Piquet na Renault começa a tornar-se constrangedora até para o piloto. É o que se pode compreender das explicações e até acusações do diretor da equipe, Flavio Briatore. "A coletânea de desculpas dele está no fim", afirma.

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"Os problemas com os pilotos existem a partir do momento que não realizam o que esperamos deles", emenda. 

Briatore reconhece ter existido, até agora, diferenças nos carros de Fernando Alonso e Nelsinho. "Mas são de um, dois ou no máximo três décimos de segundo, não sete décimos. Se tivéssemos um carro sete décimos mais rápido (alegação de Nelsinho) nós seríamos campeões do mundo".

A Renault conseguiu montar dois carros com os mesmos avanços para Alonso e Nelsinho em Budapeste. "Vamos ver o que vai acontecer agora", diz Briatore, claramente sinalizando ser uma espécie de prova de fogo.

O piloto reclama das cobranças desmedidas. O dirigente responde: "Temos 800 funcionários trabalhando horas e horas na fábrica, são pessoas que recebem salário para pagar aluguel, escola dos filhos, não são milionários, como muitos pensam que é tudo na Fórmula 1", explica o italiano.

"Você coloca toda essa gente para preparar dois carros para o GP e nada muda, ao menos em um deles, não há como estar feliz." E definiu em poucas palavras sua maior queixa a Nelsinho: "Este é o seu segundo ano na Fórmula 1 e não mudou nada."

Caso Nelsinho não corresponda ao que Briatore deseja dele no fim de semana, provavelmente decisivo, deverá ser substituído pelo francês Romain Grosjean, piloto reserva da Renault e atualmente na GP2.

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