Briatore diz que pediu demissão para salvar a Renault

O italiano Flavio Briatore afirmou nesta quinta-feira que se demitiu para salvar a reputação da Renault na Fórmula 1. Ele desligou-se da escuderia na quarta-feira, depois de ver crescerem os indícios de uma punição severa pelo acidente de Nelsinho Piquet no GP de Cingapura de 2008 - o piloto brasileiro disse que bateu de propósito, a mando da equipe, para ajudar Fernando Alonso.

AE, Agencia Estado

17 de setembro de 2009 | 09h56

"Eu só estava tentando salvar a equipe. Esta é minha função. Foi por isso que me demiti", disse Briatore ao jornal inglês Daily Mirror. Junto do chefe da equipe, o engenheiro Pat Symonds, apontado como responsável pela estratégia de bater propositadamente, também foi desligado.

A direção da Renault confirmou a versão de Briatore, mas nem por isso deve se condescendente com o italiano. "Ele considerou-se moralmente responsável pelo ocorrido, e então demitiu-se. Não conheço todos os detalhes do caso, mas foi uma falha. E uma falha merece ser punida", disse Patrick Pelata, diretor de operações da montadora.

A Renault afirmou na quarta-feira que não contestará as acusações durante sua audiência no Conselho Mundial da FIA, na segunda. A entidade máxima do automobilismo leva em consideração os depoimentos de Nelsinho Piquet, além de conversas de rádio e dados de telemetria (uma espécie de mapeamento do comportamento do carro), para sustentar a tese de que o acidente do brasileiro foi causado deliberadamente.

Embora Briatore tenha saído da equipe, a Renault ainda pode ser punida pelo Conselho Mundial. Entretanto, a sanção pode ficar apenas em uma pesada multa, sem implicações esportivas, como a exclusão da Fórmula 1, como chegou a ser cogitado.

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