Luca Bruno/AP
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Briatore nega acusações e insinua até homossexualidade

Italiano acusa Nelsinho Piquet de ser 'um garoto mimado' e aponta Renault como 'a maior vítima do caso'

AE, Agência Estado

11 de setembro de 2009 | 14h23

MONZA - O italiano Flavio Briatore, chefe de equipe da Renault, negou nesta sexta-feira as acusações de ter planejado o acidente de Nelsinho Piquet no GP de Cingapura de Fórmula 1 do ano passado para ajudar Fernando Alonso a vencer a prova. O dirigente disse que a equipe é a maior vítima no caso, e prometeu que a verdade sobre o episódio surgirá em breve.

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O caso já virou processo criminal - o dirigente processa Nelsinho e seu pai, o tricampeão Nelson Piquet, por chantagem e alegações indevidas - e o nível das acusações baixou ainda mais. O diretor do time francês deu a entender que Nelsinho é homossexual: "Ele vivia com um senhor dos seus 50 anos, num apartamento em Oxford. Não se sabe que tipo de relação possuíam. Seu pai [Nelson Piquet] estava bastante preocupado com essa relação, viviam juntos, e Nelson me pediu para intervir."

Briatore disse que lembrou o fato por estar sendo acusado por Nelsinho de ter interferido até nas suas relações com pessoas mais próximas. "Aluguei para ele um apartamento que tenho no mesmo prédio que moro em Londres", explicou.

"Não sinto que tenha nenhuma responsabilidade nisso, nem que tenhamos feito algo errado. Vamos ao Conselho Mundial [da FIA] resolver essa questão. Mas o fato de já estarmos com um processo contra eles mostra o quanto estamos confiantes em nosso sucesso - meu e da equipe", disse Briatore. A audiência no Conselho será no dia 21 deste mês.

Para Briatore, a maior vítima de todo o caso é a própria Renault. "Isso está causando um enorme dano à imagem da Renault, e também faz mal para a Fórmula 1. Esse tipo de coisa deve ser resolvida no Conselho Mundial. Não há necessidade de discutir isso em público e expor as 500 pessoas que trabalham na equipe desta maneira", disse o italiano.

Briatore definiu Nelsinho como "um garoto mimado", e disse que o brasileiro está mal acostumado porque "sempre correu em equipes montadas para ele". Piquet está fora das pistas desde o fim de julho, quando foi demitido após o GP da Hungria. (com Livio Oricchio, de O Estado de S. Paulo)

Atualizado às 15h30 para acréscimo de informações

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