Bridgestone já pensa em deixar a F1

As seguidas derrotas que a Michelin vem impondo à Bridgestone na disputa entre os fornecedores de pneus na Fórmula 1 podem levar a fábrica japonesa a deixar a categoria ao final da temporada de 2004. Essa possibilidade vem ganhando força nos últimos dias na Europa, apesar da negativa veemente feita nesta quarta-feira por um porta-voz da empresa. A preocupação com o desgaste da imagem, atualmente já bastante arranhada, é que levaria a Bridgestone a desistir da F1, onde está desde 1997.Atualmente, a Bridgestone fornece pneus para BAR, Jordan, Sauber e Minardi, além, claro, da Ferrari, seu parceiro de peso na F1. A equipe italiana, aliás, estaria culpando os pneus pelo fraco desempenho da F2003-GA nas últimas corridas, de acordo com a publicação semanal alemã Motorsport Aktuell.A Bridgestone teria estabelecido o fim de 2004 para a retirada justamente porque nessa época terminará seu contrato com a Ferrari.A possibilidade de sair já foi refutada por um porta-voz do fornecedor japonês. "Não há intenção (da Bridgestone) de deixar a F1 a curto prazo. Nosso contrato com a Ferrari de fato termina no final de 2004, mas temos acordos com outros parceiros que vão além dessa data?, disse o funcionário.Na F1, porém, está se tornando até rotineiro o não cumprimento de contratos, mesmo com toda a batalha jurídica que tal iniciativa pode acarretar. Por isso, Bernie Ecclestone já estaria, até, negociando com Goodyear e Pirelli.A Michelin não gostou de saber da possibilidade da retirada da rival, pelo menos oficialmente. "É melhor conseguir vitórias em cima de um concorrente do que fornecer o mesmo pneu para todos?, afirmou o diretor da empresa francesa Pierre Dupasquier.

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