Werther Santana/Estadão
Werther Santana/Estadão

Bruno Senna diz estar ansioso para dirigir McLaren de Ayrton: 'Queria até acelerar mais'

Piloto vai guiar carro do tio em homenagem em Interlagos, domingo, relembrar os 25 anos da morte do tricampeão

Ciro Campos, O Estado de S. Paulo

14 de novembro de 2019 | 15h00

O piloto Bruno Senna contou nesta quinta-feira que está ansioso para guiar no domingo em Interlagos o carro que foi do seu tio, Ayrton Senna. A McLaren Honda MP4/4, modelo usado na temporada do título de 1988, irá para a pista no domingo para fazer algumas voltas de exibição antes do GP do Brasil de Fórmula 1 e a espera pela ocasião faz o sobrinho do tricampeão mundial imaginar como será a sensação de voltar no tempo.

Será a primeira que a lendária McLaren vermelha e branca vai andar em Interlagos. Na temporada de 1988, o GP do Brasil era disputado em Jacarepaguá, no Rio. A exibição integra um evento com apoio da patrocinadora da prova, a Heineken, para marcar os 25 anos da morte de Senna. "Apesar de ser só para apresentar o carro e fazer uma homenagem, bem que eu queria até acelerar mais", brincou Bruno em entrevista ao Estado.

A McLaren de 1988 pertence atualmente a um colecionador inglês e veio ao Brasil especialmente para a exibição. Nesta quinta pela manhã mecânicos fizeram alguns ajustes e ligaram o carro. Bruno presenciou o trabalho junto com o ex-piloto inglês Martin Brundle, rival de Senna na década de 1980 na Fórmula 3 e atualmente comentarista de canais de televisão.

Segundo Bruno, ao se sentar no cockpit de um carro usado há 31 anos será necessário tomar alguns cuidados. "É um modelo bem mais analógico do que o atual. O cambio é na mão, tem embreagem, não tem volante assitido. É tudo mais direto com o piloto. O motor é bem imprevisível. É uma grande diferença pilotar esse carro em comparação aos mais modernos", explicou.

O sobrinho do tricampeão já teve a oportunidade pilotar três McLarens do tio, assim como em 2004, no GP do Brasil, conduziu uma das Lotus antigas para umas voltas em Interlagos. "Muita gente verá o carro pela primeira vez. Será uma emoção intensa, porque mesmo de dentro do carro dá para sentir a energia do pessoal. É incrível fazer um tributo como esse", afirmou.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.