Burti e Bernoldi são boas surpresas

Mais uma vez Rubens Barrichello não conseguiu mais que a quarta colocação no grid, a última dentre os quatro pilotos que, normalmente, têm lutado pela pole position. E quando a Williams entra na disputa, como nos GPs do Brasil e de San Marino, ele acaba em sexto. Os pilotos que melhor representaram o País hoje, em Barcelona, considerando-se os meios de que dispõem, foram Luciano Burti, estreante na Prost, que ficou em 14º, e Enrique Bernoldi, 16º. Eles se classificaram na frente de seus companheiros de equipe. O trabalho de Burti mereceu um "parabéns" pessoal de Alain Prost.Nas duas últimas tentativas de registrar tempo, Rubinho poderia ter sido mais veloz, não fossem dois erros, um na seção final do traçado e outro na intermediária. Ele acabou 473 milésimos de segundo atrás de Michael Schumacher, o pole position. Foi a maior diferença entre ambos este ano. E o alemão já a havia previsto, semana passada: "Com a elevação do limite do carro, com o uso da eletrônica embarcada, acredito que as diferenças para meu companheiro passarão a ser maiores daqui para a frente." O futuro de Rubinho na Ferrari começa a se complicar. Em Interlagos, uma alta fonte havia informado que a renovação de seu contrato estava próxima. Em Barcelona, no entanto, se fala muito que o jovem finlandês Kimi Raikkonen, de 21 anos, piloto sensação da Sauber, nono no grid do GP da Espanha, pode ser o seu substituto em 2002.Luciano Burti foi recebido com entusiasmo, nos boxes, pelos integrantes da Prost Grand Prix. Ele não havia feito um único treino com o modelo AP04 e, na sexta-feira, tinhas as costas e mãos esfoladas em razão de tocá-las no cockpit, por dentro, por não estar bem acomodado. Hoje Burti já foi 16 milésimos mais veloz que seu companheiro, Jean Alesi, reconhecidamente um piloto experiente e ainda rápido. Para completar o seu belo dia, o catalão Pedro de la Rosa, que o substituiu na Jaguar, profundo conhecedor do circuito, não passou da 20ª colocação no treino, o que prova que os problemas da Jaguar são a incompetência de seus dirigentes e o carro ineficiente. "Mesmo quando eu fazia um bom trabalho na Jaguar, ficava com a sensação de estar devendo. Aqui eles me deram tranqüilidade e os resultados já estão aparecendo", afirmou Burti.Bernoldi foi, pela terceira vez seguida, mais rápido que o veterano Joe Verstappen, parceiro na Arrows. "É outro 3 a 2 para o Brasil contra a Holanda", disse brincando o paranaense de 22 anos. Verstappen havia se classificado à frente dele nas duas primeiras provas do ano, mas nas três últimas ficou para trás. Tarso Marques, 22º colocado, lamentou o desequilíbrio da sua Minardi. "Saía muito de traseira." Com um carro mais equilibrado, seu talentoso companheiro, Fernando Alonso, obteve o 18º lugar no grid, à frente da dupla da Benetton e do compatriota Pedro de la Rosa, da Jaguar, times de orçamento inúmeras vezes superior ao da Minardi.

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