Burti nega problemas na Jaguar

Para Luciano Burti, não existe nenhuma luta interna dentro da Jaguar, entre Niki Lauda e Bobby Rahal, como a imprensa do mundo todo divulga. Assim como a contratação do espanhol Pedro de la Rosa, para piloto de testes, e já anunciado como titular na próxima temporada, ao contrário de ser uma notícia ruim para ele, é "uma excelente escolha". Cada vez mais os pilotos selecionam com precisão qual seria a melhor resposta para as perguntas mais prováveis e as utilizam, nem que isso corresponda exatamente ao oposto da realidade. O importante é ser político. Esse foi o caso de Burti na entrevista coletiva desta quarta-feira em São Paulo. É unanimidade na Fórmula 1 que a Jaguar não uma equipe unida e a chegada de Pedro de la Rosa já colocou em xeque o futuro do brasileiro no time da Ford. "Não foi especificado quem deixará a Jaguar, se eu o Eddie Irvine", disse Burti, embora o irlandês tenha contrato também para 2002. "Tudo irá depender do trabalho que eu fizer ao longo do ano", falou Burti. Os rumores sempre acompanharão a Formula 1, na sua visão. Por isso, é normal que se fale que Pedro de la Rosa poderia substituí-lo. "Ano passado diziam que eu iria correr no lugar do Johnny Herbert e nada aconteceu", lembrou Burti. "Esse foi apenas mais um boato, como o que agora fala que eu vou deixar a Jaguar". Um encontro com Rahal esclareceu o caso: "Perguntei a ele o que tinha de verdade nisso e ele me respondeu que nada, meu contrato até o fim do ano será respeitado".Nas duas primeiras etapas do campeonato, Burti conseguiu ao menos concluir as provas. Ele foi oitavo na Austrália e décimo na Malásia.As possibilidades da Jaguar no GP do Brasil não são muito boas. O modelo R2 tem problemas de tração e sua aerodinâmica não é a melhor da Fórmula 1. A análise é do piloto. "Se tudo funcionar bem deveremos nos classificar entre o nono e o 12º no grid", prevê Burti. A equipe deverá crescer quando o pacote de alterações aerodinâmicas que está sendo desenvolvido por Mark Handford ficar pronto, o que deve ocorrer no GP da Espanha.Competir em São Paulo é muito bom, segundo conta. "Fiz apenas dois testes com carros de Fórmula 3 e um com Fórmula Ford em Interlagos, mas é aqui o lugar em que me sinto melhor no mundo". A corrida de São Paulo pode não ser a mais bem organizada, mas está longe também de ser a pior. "Cada prova tem suas dificuldades. A nossa é com a imagem ruim do País no exterior, a de Silverstone, o trânsito", diz. "Reclamam do asfalto de Interlagos, mas a nossa não é a única pista ondulada do calendário".

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