Sandor Szabo/Reuters
Sandor Szabo/Reuters

Calor elevado será um grande desafio da prova de F-1 de Budapeste

Domingo, dia da 10ª corrida da temporada, a temperatura deverá bater nos 40 graus

LIVIO ORICCHIO - Enviado especial, O Estado de S. Paulo

24 de julho de 2013 | 14h21

BUDAPESTE - Pilotos e técnicos sentiram na pele, nesta quarta-feira, tão logo desembarcaram em Budapeste, o que os aguarda no fim de semana no circuito Hungaroring. A prova poderá entrar na relação das disputadas sob temperatura mais elevada. Às 17 horas os termômetros registravam, nesta quarta-feira, 32 graus. No sábado espera-se 35 graus e domingo, dia da corrida, calor próximo dos 40 graus.

Paul Hembery, diretor da Pirelli, fornecedor de pneus da Fórmula 1, disse para a imprensa italiana, nos testes de Silverstone, semana passada, que as equipes teriam um "belo desafio" na Hungria. "Esperamos temperaturas bastante altas." A previsão se confirmou. Apesar de os novos pneus apresentarem desgaste menor dos que vinham sendo utilizados, os distribuídos para a prova em Budapeste, macios e médios, vão ser submetidos a esforços consideráveis. De novo a administração do seu desgaste deverá definir o vencedor da décima etapa do calendário.

Num passado mais recente, a temperatura ambiente mais elevada num GP foi registrada na edição de 2005 da etapa de Bahrein, realizada dia 3 de abril: 42 graus. A do asfalto atingiu 60 graus. No sábado, na classificação, a Fórmula 1 conviveu com 44 graus ambiente, provavelmente a maior de sua história. Mas a umidade relativa do ar de apenas 11%, clima no deserto de Sakhir, onde se encontra o autódromo, reduz um pouco os efeitos indesejáveis do calor excessivo.

As provas na Malásia, quase sempre disputadas sob calor que varia de 30 a 32 graus, são bem mais desgastantes para os profissionais da competição, pois a umidade frequentemente fica entre 60 e 80%. Nesta quinta, no primeiro encontro com a imprensa, os pilotos com certeza vão abordar a questão da temperatura. Mais: contar o que estão fazendo para não perder desempenho ao longo das estressantes 69 voltas no traçado de 4.381 metros, de apenas uma reta.

Os pilotos são, hoje, superatletas. Sem exceção, possuem treinadores pessoais gabaritados e o apoio de profissionais de várias áreas, como massagistas, nutricionistas e psicólogos, a fim de prepará-los para enfrentar os imensos desafios físicos e mentais da competição. O GP da Hungria representará uma boa oportunidade para avaliar a eficiência desse trabalho.

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