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Campeão na Europa, Pietro Fittipaldi trilha caminho de vitórias

Neto de Emerson, que conquistou o título da Fórmula Renault britânica, pensa na Fórmula 1, mas evita pular etapas na carreira

Entrevista com

Pietro Fittipaldi

Diego Salgado e Gustavo Zucchi, O Estado de S. Paulo

23 de setembro de 2014 | 07h00

Uma carreira de sucesso desde os tempos de criança coloca Pietro Fittipaldi na rota dos grandes campeonatos do automobilismo mundial. No último domingo, na Inglaterra, o neto do bicampeão mundial de Fórmula 1, Emerson Fittipaldi, conquistou o título da Fórmula Renault 2.0 britânica. Em entrevista ao Estado, o jovem de 18 anos disse que tem vontade de sentar em um carro de Fórmula 1, como o avô. Pietro, no entanto, mantém os pés no chão e ressalta a paciência para chegar à categoria onde Emerson brilhou na década de 1970. "Não há razão para pular etapas, isso não ajuda. Temos de ir passo a passo."

Depois de iniciar a carreira no kart, aos nove anos, e brilhar na Nascar, Pietro atendeu ao pedido do avó e partiu para a Europa, onde passou a competir no ano passado. O caminho rumo ao título seguiu à risca o roteiro de Emerson no automobilismo. No total, o campeão da Fórmula Renault venceu dez das 13 corridas da temporada, que foram disputadas, até aqui, em cinco circuitos diferentes - a última etapa será em Silverstone, no próximo fim de semana.

Você ganhou dez vezes em 13 corridas na temporada. Esperava um sucesso tão grande?

Um piloto nunca acha que vai ter facilidade e ganhar mais de 50% das corridas da temporada. E não foi fácil. Nosso trabalho foi muito bem feito, nos preparamos muito bem. Com sacrifício e determinação, conseguimos ganhar o campeonato deste ano.

Como foi a chegada no automobilismo europeu?

Cheguei aqui na Inglaterra no ano passado. Foi mesmo um ano de aprendizado, pois eu vim da Nascar e os carros são bem diferentes. Precisei me adaptar na Europa.

Como surgiu a paixão pelo automobilismo?

Eu nasci numa família de corredores. Isso, lógico, me fez ir para esse lado. E me deu interesse em começar a correr. Meu avó sempre me apoiou, me deu dicas. Mas ele acha melhor eu aprender sozinho e ganhar experiência. Ele está sempre ao meu lado quando preciso de alguma coisa.

E o começo da carreira, como se deu?

Eu comecei a correr aos cinco anos, quando meu pai e meu avó me deram um kart. Eles não forçaram e esperaram eu ter a iniciativa de correr. Passei a ir todos os dias depois de um tempo. Fiz isso por dois anos. Aos nove, comecei a competir. Ganhei três campeonatos regionais nos Estados Unidos.

Já pensa na Fórmula 1?

Eu sentaria num carro de Fórmula 1 hoje mesmo se pudesse. Mas é uma decisão da escuderia. E também não há razão para pular etapas, isso não ajuda. Temos de ir passo a passo, ganhei o campeonato deste ano. É pensar em 2015 e decidir em qual categoria vou correr e tentar ganhar o campeonato.

Quais os planos para 2015?

Pode ser a Fórmula Renault europeia. Fiz três corridas lá esse ano. Tem a Fórmula 2, a GP3, World Series e GP2. Há muitos caminhos até a Fórmula 1. Estou feliz agora e vou decidir com a escuderia qual caminho tomar.

Qual o maior momento no caminho rumo ao título deste ano?

A última corrida, quando bati o recorde da pista (no circuito de Croft) e ganhei o campeonato. É uma prova que nunca vou esquecer. Larguei em segundo, consegui chegar em primeiro e meu volante quebrou no meio da corrida. Foi difícil guiar com o volante quebrado. E bati o recorde da pista, ganhei a corrida e o campeonato.

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