Canadá perde GP de F-1 em 2004

De nada adiantaram os esforços dos promotores do GP do Canadá de F-1 para manter a prova na temporada de 2004. A corrida está mesmo fora do calendário. A confirmação foi feita por Bernie Ecclestone, presidente da FOM (Formula One Management), como conseqüência da entrada em vigor no país da lei que proíbe propaganda de cigarros."Posso confirmar o envio de uma carta ao promotor da corrida (Norman Legault), após um encontro que tivemos, no qual lhe informou que o GP do Canadá não estaria no calendário??, disse Bernie. " O motivo é a colocação em efeito, pelo governo canadense, da proibição total da publicidade relacionada ao tabaco.?? O dirigente lamentou a saída de uma das provas mais tradicionais do calendário - O GP do Canadá era disputado desde 1967, primeiro no circuito de Mosport e a partir de 1978 em Montreal -, mas disse não haver outra solução. "As equipes com patrocínio de cigarros perdem uma parte da arredacação quando disputam determinada quantidade de provas em que a publicidade de cigarro é proibida??, completou Ecclestone.Na F-1 atual, cinco times têm empresas tabagistas entre seus patrocinadores: Ferrari, McLaren, Renault, Jordan e BAR.As autoridades canadenses chegaram até a montar um grupo de trabalho para tentar salvar o GP. A primeira reunião do grupo aconteceu na segunda-feira. No entanto, como o primeiro-ministro canadense, Jean Chrétien, confirmou não ter disposição de modificar a lei antitabagista, a prova acabou retirada da F-1.PREOCUPAÇÃO - Já o problema da Ferrari é outro: a falta de oportunidade para desenvolver a F2003-GA, pois os testes estão proibidos. A equipe foi superada pela Williams nos últimos GPs, corre sério risco de perder o campeonato - tanto o que piloto como o de construtores - e, por isso, ficar sem testar é preocupante: "Esse tempo todo sem testes veio na hora errada para nós??, disse um dos pilotos de testes da equipe, o italiano Luca Badoer. "Nós tínhamos uma série de coisas para testar e tentar, incluindo, especialmente, os pneus.?? O recurso da Williams contra a punição aplicada a Ralf Schumacher - perder 11 posições no grid do GP da Hungria por ter provocado o acidente que envolveu Rubens Barrichello e Kimi Raikkonen na largada do GP da Alemanha -, será julgado na terça-feira pelo Tribunal Internacional de Apelação da FIA, em Paris. A RTL, televisão alemã, obteve permissão para cobrir a sessão. Será a primeira vez que uma TV poderá registrar imagens de uma julgamento do tribunal.E a equipe BAR anunciou nesta sexta-feira que dois pilotos, o sueco Bjorn Wirdheim e o americano Townsend Bell, farão testes na equipe após o período de proibição. Wirdheim, de 23 anos, é o campeão da F-3 Internacional de 2003. Bell, de 28, ganhou a Indy Lights em 2001 e em 2002 estreou na F-Cart pela equipe Patrick. Só fez besteira e foi afastado no meio da temporada.

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