Carlos Checa critica organizadores

O piloto espanhol Carlos Checa, que compete pela equipe Marlboro Yamaha Team, estava inconformado por ter perdido o GP Rio de Motovelocidade na última volta para o italiano Valentino Rossi, da Nastro Azzurro Honda, mesmo tendo cruzado à sua frente. "O problema foi que os bandeirinhas não sinalizaram para o Anthony West avisando-o de que ele era um retardatário", protestou Checa. "Aliás, problemas com a sinalização aconteceram durante toda a disputa. Isso é culpa dos organizadores." Por causa da chuva que voltou a cair durante a realização da prova, a competição foi interrompida na quarta volta, para que os pilotos pudessem realizar a troca de pneus. Apesar de Checa ter cruzado a linha de chegada à frente de Rossi, na correção dos tempos as posições foram invertidas. "Se não tivesse sido atrapalhado, com certeza, seria o vencedor", disse Checa. "Estava com tempo suficiente para ter vantagem sobre o Valentino e ficar com a vitória." Rossi demonstrou surpresa com a sua segunda vitória consecutiva no Rio de Janeiro. De acordo com o campeão da temporada 2001, ele somente ficou sabendo que tinha sido o vencedor ao chegar nos boxes. O italiano contou que não viu os bandeirinhas sinalizando para o vencedor e chegou a dizer um palavrão por pensar que não tinha ganho a prova. Sobre a temporada 2002, Rossi confirmou o teste em sua nova Honda, com motor 4 tempos. "A fábrica me chamou para testá-la dizendo que estava rápida. Fui lá e ainda não estava boa", disse o piloto. "Vou tirar um mês de férias e, na volta, realizarei um novo teste." Um dos destaques da prova deste sábado foi o acidente, sem gravidade, com o piloto francês Jacque Olivier, da Gauloisses Yamaha Tech 3, durante a primeira etapa da disputa, que largava na oitava posição. Ele não conseguiu controlar sua moto na primeira curva do circuito, ao perder o tempo de freada, e ainda tirou da pista o japonês Shinya Nakano, seu companheiro de equipe. Antes de a prova ser interrompida, o "azarão" japonês Tohru Okawa (Repson YPF Honda Team), o pole, conseguiu sem manter na liderança seguido por Kenny Roberts, da Telefonica Movistar Suzuki, e Rossi. O brasileiro Alexandre Barros (West Honda Pons) vinha se recuperando na disputa e estava em quinto, depois de ter saído na 12ª colocação. A troca de pneus não fez bem a alguns pilotos, como Roberts e Barros, que pioraram seus desempenhos. Os dois pilotos terminaram em 16º e 4º, respectivamente. Já Okawa, sofreu um acidente e abandonou a prova na volta de número 17. Com o caminho livre, Rossi chegou a assumir a ponta, mas a perdeu para Checa, que teve seu companheiro de equipe, o italiano Max Biaggi, na terceira colocação. Rossi terminou o Campeonato Mundial de Motovelocidade, na categoria 500cc, com um total de 325 pontos, seguido por Biaggi, 219; Loris Capirossi, West Honda Pons, 210; e Barros, 182.

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