Carros da F-1 são vendidos, 'depenados' ou vão para o museu

Veículos que agitaram esta temporada não serão utilizados pelas escuderias e terão o mesmo destino de outros

Martín Fernandez, do Estadão,

22 de outubro de 2007 | 08h59

O Grande Prêmio do Brasil foi a última chance que o público teve de ver estes 22 carros de Fórmula 1 em ação. Com o fim da temporada, acabam-se os testes, as experiências e as mudanças. No próxima corrida em Interlagos, daqui a um ano, os carros serão outros. Os bólidos que distraíram 120 mil pessoas durante o final de semana em São Paulo terão destinos diferentes. Alguns se tornam peça de museu, outros são vendidos ou viram atração em apresentações, uns são "depenados" e têm suas peças reaproveitadas. Certo é que nenhum deles estará em Interlagos em 2008. Veja também:  Dê uma volta pelo Circuito de Interlagos Classificação do Mundial  Com título, Raikkonen acaba com a fama de azarado Título de Raikkonen marca temporada cheia de reviravoltas A vitória e o título de Raikkonen  Crônica e classificação do GP do Brasil A equipe Red Bull Racing, por exemplo, já tem definido o que fará com os cinco carros que usou durante a temporada: dois servirão como carro de testes, outro será desmontado e terá peças reutilizadas, dois serão usados para shows, informa Jonathan Wheatly, chefe da equipe. Nesta segunda-feira mesmo, a Toyota levará os sete carros que usou na temporada de volta para a fábrica de Colônia, na Alemanha. Lá, os carros são desmontados, algumas peças são reaproveitas e outras testadas. Também há peças doadas para instituições de caridade, que por sua vez as leiloam. Dois modelos serão utilizados em shows e apresentações. A Williams também os leva de volta para a fábrica, mas a partir daí o destino é diferente: alguns vão de presente para patrocinadores, outros são vendidos, o resto é desmontado para avaliação. A Renault usa dois de seus carros para apresentações, além de tirar peças dos demais para servir de reposição nesses shows. A equipe francesa, em 2005, presenteou o piloto Fernando Alonso, campeão naquele ano, com o carro do título. "Mas foi só porque se tratava de um ano especial, um título importante. Não é praxe", informa a equipe. A Ferrari os divide entre seu museu, em Maranello, Itália, e um criterioso esquema de vendas. Usados Na Europa, existe um forte mercado de carros usados de Fórmula 1. No site Classic Driver, por exemplo, há dezenas de modelos à venda. A Ferrari Turbo utilizada por Michele Alboretto e Stefan Johansson na temporada de 1986, por exemplo, pode ser adquirida por 200 mil libras (ou R$ 740 mil). Muitos deles vão parar no Festival de Goodwood, evento anual que reúne modelos clássicos e atuais num autódromo a 100 quilômetros de Londres. O apresentador de televisão Otávio Mesquita comprou um desses: a Jordan com a qual Giancarlo Fisichella venceu o Grande Prêmio do Brasil de 2003. Ele não revela o preço, mas um modelo como o dele custa em torno de 300 mil euros (ou R$ 770 mil). "Comprei em Londres, de um engenheiro que trabalhava com o Eddie Jordan", conta Mesquita, enquanto circula pelo paddock de Interlagos. "Eu sou o único no Brasil a ter um destes", gaba-se. O modelo está pendurado na parede da casa do apresentador. "Quarta-feira, o Fisichella foi lá, autografou o carro e me deu um capacete. Dei um do Senna em troca."

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