Cart baixa custos para atrair IRL

A F-Indy/Cart ainda não superou as dificuldades que passou a enfrentar de forma mais efetiva no ano passado. Atualmente tem um grid com apenas 18 carros - no início de 2001 eram 26 -, convive com o crescimento da Indy Racing League nos Estados Unidos e o preço das ações da Championship Auto Racing Teams desabaram na bolsa de Nova York. Há dois anos, eram negociadas por US$ 28,00, ante os US$ 8,64 verificados na semana passada. Nada disso parece abalar o presidente da Cart, Chris Pook. "O que importa é que nossas corridas ainda são boas, temos boas equipes, bons patrocinadores, ótimos pilotos e o interesse do público pela categoria continua grande??, diz. Pook, um bem-sucedido empresário inglês, que já foi manager de Emerson Fittipaldi e entre outras atividades organizou o GP de Long Beach de 1974 a 2001 - inicialmente com a F-1 e depois com a Indy -, está no comando da Cart há pouco mais de sete meses, período que define como de "trabalho duro??, e não disfarça o orgulho por, na sua análise, estar conseguindo colocar ordem na casa. "Fizemos alterações no regulamento técnico e desportivo que tornaram as corridas mais atraentes.?? O sinal, porém, continua amarelo. Ao final desta temporada, a Toyota e a Honda deixarão a Indy em direção à IRL. Em 2004, as canadenses Green e a Forsythe, patrocinadas com empresas de cigarros, Kool e Players, respectivamente, terão de conviver com a lei que proíbe propaganda de tabaco que entrará em vigor no país. A expectativa é de que o Canadá adote um período postura semelhante à dos EUA. Lá, fabricantes de cigarros têm permissão para investir em um esporte, divulgando, assim, suas marcas. Se isso acontecer Green e Forsythe continuarão na Indy. Do contrário, há risco.Mas o presidente da Cart diz ter a soluções necessárias para esses problemas. "Com relação aos motores, a Ford nos fornecerá um turbo com exclusividade em 2003. Para aumentar a segurança, baixaremos a potência para 750 cavalos nas pistas mista e 700 nos ovais. E teremos dois tipos de chassis, o Lola e o Reynard, que será desenvolvido nos Estados Unidos por Derek Walker (dono da equipe Walker). E em 2003 já poderemos ter quatro novas equipes na Cart??, garante Pook. Ele se limita a dizer que negocia com dois times que atualmente disputam outra categoria do automobilismo americano, com um grupo disposto a montar uma nova equipe e com outra escuderia que estuda voltar à Indy. Essa escuderia não é a Penske, que este ano bandeou-se para a IRL. "Não acredito que a Penske volte.?? Como incentivo, a Cart passará a distribuir US$ 60 mil para cada equipe por GP que disputar em 2003. Brasil 2004? - Pook pretende divulgar no máximo em 10 dias o calendário da próxima temporada. A dúvida é o Japão, que em 2003 terá prova da IRL. "Depende deles.?? E Chicago poderá ter corrida de rua. Comenta-se também que o Canadá poderá ganhar uma quarta corrida, em Calgary. A volta do Brasil, que realiza eleições este ano, fica para 2004. "Vamos esperar a definição do processo político. Queremos voltar ao Brasil.?? O dirigente diz ter três opções de locais para realizar a corrida brasileira. Só revela duas, Rio e Salvador. E demonstra preferência pelo Rio. "É maravilhoso, por sua beleza e suas mulheres. Mas eu não pretendo ir ao Rio, pois tanta beleza me desconcentraria do trabalho.?? Indy Racing League é um nome que não agrada a Pook. Ele trata a categoria rival até com algum desdém. "São categorias bem diferentes tecnicamente. Somos mais evoluídos. E internacionais. Eles não.?? Além disso, o dirigente aposta num trunfo para desestabilizar a categoria rival, cujos custos cresceram muito este ano. Com as alterações técnicas que fez e fará no regulamento da Indy, o custo das equipes deve baixar em US$ 4 milhões por carro - atualmente, um time de ponta gasta US$ 9 milhões/ano por carro. A intenção é clara: com custos semelhantes, Pook aposta que equipes que hoje estão na IRL se virem para a Indy. Com a mesma segurança com que rebaixa a IRL, Pook enaltece a F-1. "É uma categoria extra-classe. Não ambicionamos sequer chegar perto dela. Somos juniores em comparação com a F-1.?? O presidente da Cart também não vê prejuízo no fato de a categoria perder pilotos para a F-1, algo que pode vir a acontecer se Cristiano da Matta for contratado pela Toyota. "Isso já ocorreu com Juan Pablo Montoya. A ida de gente nossa para lá só mostra que temos pilotos excelentes.??

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