Cart diminui a velocidade da Indy

Os dirigentes da F-Indy conseguiram o que queriam: reduzir a velocidade dos carros em circuitos ovais longos, como Michigan e Fontana. Essa é o conclusão a que se chega após os testes realizados na terça-feira, no oval de Michigan, por cinco pilotos escolhidos pela entidade. Na sessão, foram testadas novas asas traseiras, que "ganharam?? uma chapa de nove polegadas. Além disso, os motores tiveram a pressão do turbo reduzida de 37 para 36 polegadas. O resultado dessas alterações - em termos aerodinâmicos, os carros perderam aderência, tornando-se, conseqüentemente, mais lentos; em termos de potência, houve redução - foram velocidades até 17 km/h menores, se comparadas com a média atingida pelo pole position das 500 Milhas de Michigan no ano passado.No treino extra, Gil de Ferran, da Penske (chassis Reynard, motor Honda), alcançou a média de 360,863 km/h na melhor de suas 89 voltas. Em 2000, o canadense Paul Tracy, da equipe Green, largou na pole com média de 378,032 km/h. Ou seja: a média de velocidade obtida por Gil na terça-feira foi 17,169 km/h menor do que aquela que colocou Tracy na pole no ano passado.Além do atual campeão da Indy, participaram do treino extra - este ano estão proibidos os treinos durante a temporada, mas foi aberta uma exceção pois os dirigentes estão bastante empenhados em reduzir as velocidades - o brasileiro Christian Fittipaldi, da Newman-Haas (Lola/Toyota), o escocês Dario Franchitti, da Green (Reynard-Honda), o italiano Max Papis, da Rahal (Lola/Ford), e o norte-americano Bryan Herta, da Zakspeed (Reynard/Ford). Assim, todos os chassis e motores que disputam a temporada estiveram envolvidos na "experiência?? da Cart, a entidade que controla a Indy.Quem mais andou foi Christian (106 voltas), que atingiu média de 357,125 km/h, velocidade inferior apenas à de Gil. Franchitti cravou média de 354,633 km/h, Papis fez 353,561 km/h e Herta, 353,340 km/h.Os pilotos aprovaram o comportamento dos carros com as alterações. "É sempre bom fazer uma avaliação das alterações antes de adotá-las definitivamente. Por isso, o teste foi extremamente benéfico. A velocidade caiu e nós (pilotos) estamos satisfeitos??, disse Gil de Ferran. "Foi importante porque tiramos nossas dúvidas sobre a velocidade. E o carro se comportou bem a velocidades menores??, completou Christian.

Agencia Estado,

13 de junho de 2001 | 17h39

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