Caterham é liberada para usar carro atual na F-1 de 2015

Caterham é liberada para usar carro atual na F-1 de 2015

Federação Internacional de Automobilismo atende pedido da equipe que teve sérios problemas financeiros durante a temporada 2014

Estadão Conteúdo

01 de dezembro de 2014 | 12h01

Equipe que enfrentou grave crise financeira neste ano e está entregue a administradores legais desde outubro, a Caterham recebeu autorização da  (FIA) para utilizar o seu carro de 2014 na temporada do próximo ano da Fórmula 1.

Com esta autorização, a equipe inglesa espera atrair o interesse de um maior número de possíveis compradores, que não teriam de gastar muito com um projeto de desenvolvimento de um novo monoposto para o campeonato de 2015.

O Conselho Mundial de Automobilismo ainda precisa ratificar nesta semana a ajuda oferecida pela comissão da F1 para salvar a escuderia, que entrou em concordata, chegou a demitir mais de 200 funcionários e ainda ficou fora dos GPs dos Estados Unidos e do Brasil. O time de Leafield só conseguiu disputar a prova final do ano, em Abu Dabi, graças a uma vaquinha na internet com a qual arrecadou cerca de R$ 9,6 milhões oriundos de 6.466 doações.

"A Comissão da F1 e a FIA concordaram que, se era para ajudar os times mais fracos, a Caterham pode usar o carro de 2014 no próximo ano, dando então mais tempo e opções. É uma decisão de compra muito difícil para qualquer parte por causa dos grandes custos envolvidos na F1", disse o administrador legal Finbar O''Connell, um dos responsáveis pela Caterham atualmente. "É do interesse de todas as partes o que estou falando porque dá a eles (possíveis investidores) uma chance, um começo mais fácil para entrar na F1. Isso ajuda", completou.

O''Connell espera encontrar um comprador para a Caterham ainda antes do final deste ano, pois assim poderá traçar um planejamento melhor para a equipe, cuja a própria permanência no grid da F1 segue sendo uma incógnita. "É uma decisão muito difícil para qualquer grupo por causa dos enormes custos envolvidos na gestão de uma equipe de Fórmula 1. Ainda estou falando com algumas partes interessadas, e estou esperando que uma delas possa fazer o negócio. O número de pessoas com as quais estou falando aumentou, com dois candidatos muito fortes e um terceiro menos forte", revelou.

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