Werther Santana/Estadão
Werther Santana/Estadão

CEO da McLaren quer que Alonso teste carros da equipe em 2019: 'Parte da família'

Equipe espera contar com o apoio do piloto espanhol na próxima temporada

O Estado de S.Paulo

17 Dezembro 2018 | 17h19

A McLaren espera contar com a ajuda de Fernando Alonso na próxima temporada da Fórmula 1. CEO da escuderia, Zak Brown disse que piloto espanhol deve continuar em contato com a equipe de engenharia e pode até testar os carros para ajudar no desenvolvimento deles e dos pilotos Lando Norris e Carlos Sainz, que vão ser titulares em 2019.

"Não descartaria a presença dele em testes. Ainda estamos planejando. Sabemos que vamos fazer as 500 Milhas de Indianápolis juntos", disse Brown ao site da Fórmula 1. "Quero que ele faça parte do nosso programa de corridas porque também estamos estudando outras formas de competir no automobilismo, como o Mundial de Endurance, a temporada completa da Indy. Ele não está acabado como piloto, por isso estamos projetando como um relacionamento a longo prazo pode funcionar", comentou.

Alonso defende a Toyota em provas da temporada 2018/2019 do Mundial de Endurance e vai ser presença confirmada na próxima edição das 500 Milhas de Indianápolis, em 26 de maio de 2019, com um carro da McLaren equipado com motor Chevrolet. Mesmo assim, Brown crê que o espanhol vai poder contribuir com a divisão de F-1 da equipe inglesa.

"Ele gosta do desenvolvimento da engenharia, não se trata de alguém que quer apenas receber o equipamento e dirigir. Ele gosta de saber o que está acontecendo com o carro. Acho que ele vai estar por perto da McLaren e permanecer parte da família. A influência dele vai ajudar nossos pilotos. Fernando já conhece Carlos muito bem, agora precisa conhecer o Lando", afirmou Brown.

Pelo menos em 2019, o CEO vê chance remota de Alonso disputar alguma etapa da próxima temporada da F-1. "Já temos dois pilotos. Enquanto não for permitido competir com um terceiro carro, vai ser difícil colocá-lo em um GP. Mas, se ele quiser nos ligar e fazer testes, teremos a mente aberta para ouvir a opinião dele", explicou o norte-americano.

 

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