Arquivo/AE
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Chefão da F-1 prevê sistema de vitórias apenas em 2010

Autor do sistema de medalhas, Ecclestone aposta no retorno da proposta de título decidido por vitórias

EFE

22 de março de 2009 | 14h45

O inglês Bernie Ecclestone, chefão da Fórmula 1, ratificou que o novo sistema para determinar o campeão do Mundial em função do número de vitórias não será aplicado nesta temporada, e sim na de 2010. A intenção da Federação Internacional de Automobilismo (FIA) era usá-lo este ano, mas isso só será possível se todas as equipes estiverem de acordo.

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"A ideia (deste sistema) não tem a ver com o conceito de ganhar o Mundial, mas assegurar que os pilotos correrão para vencer a prova e não ficar em segundo, terceiro ou somar pontos", comentou o dirigente à "BBC Radio 5 Live".

 

Na última terça, o Conselho Mundial da FIA rejeitou de forma unânime mudar o sistema de pontuação, proposto pela Associação de Escuderias da Fórmula 1 (Fota, em inglês), e aceitou a proposta sobre o número de vitórias, feita por Ecclestone - que detém os direitos comerciais da F-1.

 

Para conseguir a anulação desta nova regra, as escuderias usaram como base o artigo 199, ponto C, do regulamento esportivo, que afirma que a FIA não pode mudar as regras nos 20 dias que precedem o início do campeonato a menos que todas as equipes concordem.

 

"Para fazer mudanças com o prazo cumprido, é preciso contar com a unanimidade dos inscritos. E parece que algumas equipes não gostaram da ideia", afirmou.

 

A decisão foi tomada a apenas 12 dias do início da temporada - começa dia 29, com o Grande Prêmio da Austrália. Tanto os pilotos em atividade como os já aposentados (caso do alemão Michael Schumacher), assim como a maioria dos diretores das equipes, tinham se mostrado contra a nova regra.

 

"A mudança será aplicada ano que vem, terá o apoio da FIA e estará no regulamento", afirmou Ecclestone. Ele acha que o novo sistema beneficiará o espetáculo: "É lógico. Em uma corrida de 100 metros de atletismo, todos olham aquele que vence. Na maioria dos esportes as pessoas observam os vencedores", afirmou.

 

O chefão da F-1 também mostrou segurança em relação à aplicação do limite orçamentário das equipes a partir de 2010. "Será de 30 milhões de libras. Não é algo a ser discutido, será assim", comentou.

 

"Espero que, com esta média, possamos ter 26 carros. Acho que um fabricante de motores já recebeu quatro encomendas. A única coisa que me incomoda é que precisaremos de uma sessão pré-classificatória", completou.

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