Chefe da Ferrari diz estar satisfeito com corte de custos na F1

Escuderias rejeitaram a proposta da FIA de motor único e a partir de 2010 diminuirão os custos da categoria

Reuters

22 de outubro de 2008 | 11h05

O presidente da Ferrari, Luca di Montezemolo, disse ter ficado satisfeito com o encontro realizado pela Associação Internacional de Automobilismo (FIA), entidade que comanda a Fórmula 1, para discutir o corte de custos.   Veja também: FIA e escuderias da F-1 acertam redução de custos para 2009 Montezemolo, que também comanda a Associação de Equipes da Fórmula 1 (Fota), reuniu-se na terça-feira, em Genebra, com o presidente da FIA, Max Mosley, e com John Howett, da Toyota. "Finalmente teremos uma Fórmula 1 mais econômica", disse o presidente da Ferrari na edição de quarta-feira do jornal Gazzetta dello Sport. "No próximo ano, vamos aumentar a vida útil dos motores para três corridas (das atuais duas). Vamos traduzir isso em um total de 25 motores, os quais, para as equipes menores, custarão 10 milhões de euros (13,19 milhões de dólares) por temporada." Mosley disse neste mês que, mesmo sem a atual crise financeira, a modalidade havia se tornado insustentável devido à quantidade excessiva de gastos e que enfrentaria problemas graves se não diminuísse seus custos até 2010. O último Grande Prêmio da temporada ocorre no Brasil, na próxima semana, e um outro encontro entre as equipes e a FIA deve ocorrer depois daquela corrida. "Nós decidimos, junto com o presidente Mosley, que vamos nos reunir mais uma vez depois do Brasil a fim de conversar sobre a imposição de limites relativos aos chassis e aos motores no futuro", afirmou Montezemolo. Lewis Hamilton, da McLaren, lidera a classificação geral, sete pontos à frente do segundo colocado, o brasileiro Felipe Massa, da Ferrari. O presidente da equipe italiana, no entanto, mostrou-se confiante a respeito da possibilidade de seu piloto ficar com o título da temporada, como Kimi Raikkonen fez no ano passado. "Nós perdemos muitas oportunidades, mas ainda estamos lá. Esperamos marcar um pênalti aos 45 minutos do segundo tempo", disse. (Reportagem de Mark Meadows)

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.