Pierre Philippe /AFP
Pierre Philippe /AFP

Chefe da McLaren teme que equipes desapareçam na Fórmula 1

Zak Brown mostra preocupação com o futuro da categoria e faz alerta

Redação, O Estado de S.Paulo

06 de abril de 2020 | 13h26

Zak Brown, CEO da McLaren, uma das equipes mais importantes da Fórmula 1, demonstrou preocupação com o futuro da principal categoria do automobilismo em período de pandemia de coronavírus, que cancelou ou adiou oito corridas da atual temporada.

"Isso é potencialmente devastador para as equipes. E se é devastador para um número de equipes suficiente, que não precisa significar mais de duas, então é muito ameaçador para a F-1 como um todo. Se não enfrentarmos essa situação de maneira muito agressiva, vejo duas equipes desaparecendo? Na verdade, eu poderia ver quatro equipes desaparecendo se isso não fosse tratado da maneira certa", disse o dirigente da equipe que já reduziu salários e suspendeu contratos de funcionários.

Segundo Brown, dez equipes é o mínimo que a Fórmula 1 precisa para ter um campeonato. A saída de uma equipe já pode prejudicar a disputa. "Você tem todo mundo com US$ 150 milhões (cerca de R$ 790 milhões), e a grande maioria - incluindo uma das grandes equipes - está disposta a ficar substancialmente abaixo dos US$ 150 milhões. Se não fizermos um limite de orçamento suficientemente agressivo e algumas pessoas sentirem que precisam completar esse ano e não têm chance de recuperá-lo, então se perguntam: por que estão nele? Ninguém compete na F-1 apenas para compensar os números."


A Fórmula 1 tem sido cuidadosa para anunciar as decisões de calendário e prefere tratar as provas como adiadas, para não ter problemas contratuais com patrocinadores e devolver a arrecadação com bilheteria. A não ser no caso dos GPs da Austrália e de Mônaco, ambos de fato cancelados.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.