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Chefe da Mercedes admite interesse em Fernando Alonso

Equipe alemã tem vaga disponível após aposentadoria de Nico Rosberg

O Estado de S.Paulo

06 de dezembro de 2016 | 10h19

Com a aposentadoria de Nico Rosberg cinco dias após conquistar o título desta temporada da Fórmula 1, a Mercedes segue em busca de um piloto para correr ao lado de Lewis Hamilton. O chefe da equipe alemã, Toto Wolff, está de olho em Fernando Alonso para preencher a vaga disponível na equipe.

"Temos que considerar Fernando", disse Wolff à Sky Sports. "Ele é um piloto que respeito muito. Ele combina talento, velocidade e experiência. Está tudo lá." Hamilton e Alonso já chegaram a correr juntos, na McLaren em 2007. Mas, apesar dos desejos de Wolff, o piloto espanhol tem vínculo com a equipe McLaren até o fim de 2017, o que pode atrapalhar sua ida para a Mercedes.

"Ele está sob contrato no momento, então precisamos colocar na balança todas as opções", explicou o chefe da Mercedes. Por conta dos empecilhos na contratação de Alonso, Wolff considera outras possibilidades. Nomes como Pascal Wehrlein, piloto da Manor e que faz parte do programa da Mercedes, e Valtteri Bottas, da Williams, são alguns candidatos.

Do que depender do chefe da McLaren, Zak Brown, os planos de Wolff de contar com Alonso vão por água abaixo. Recentemente, o dirigente da montadores britânica disse que não abre mão do espanhol e que o mesmo está muito feliz na McLaren.

O sonho de ter Alonso e Hamilton mais uma vez juntos pode custar muito caro à Mercedes, umas vez que os pilotos possuem os maiores salários da Fórmula 1. De acordo com divulgado pelo site italiano Omnicorse, Alonso ganha cerca de R$ 162 milhões por ano e Hamilton fatura algo em torno de R$127 milhões anuais.

Outro agravante pode ser a relação entre os dois pilotos. Na McLaren em 2007, Alonso, que estava em alta após dois títulos na Renault, sentiu-se incomodado com a concorrência e supostos privilégios a Hamilton, que até então era considerado uma promessa. O espanhol acabou denunciando a equipe britânica por espionagem à Ferrari, o que resultou em multa milionária e exclusão da McLaren do Mundial de Construtores daquele ano.

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