Maxim Shemetov/Reuters
Maxim Shemetov/Reuters

Chefe da Mercedes diz que 'não se pode imaginar' Fórmula 1 no Brasil em 2020

Dirigente influente da categoria, Toto Wolff afirma que considera improvável que prova de Interlagos seja realizada neste ano

Redação, Estadão Conteúdo

03 de julho de 2020 | 12h18

Ainda não confirmado no calendário da temporada 2020 da Fórmula 1, o GP do Brasil pode não ser realizado em função do alto número de casos e mortes pelo coronavírus. Nesta sexta-feira, no primeiro dia de atividades do fim de semana do GP da Áustria, o chefe da Mercedes, Toto Wolff, declarou ser "inimaginável" correr no País e nos Estados Unidos nesse momento.

O campeonato da Fórmula 1 se iniciou oficialmente nesta sexta-feira com a realização dos primeiros treinos livres para o GP da Áustria. O calendário, porém, ainda nem está finalizado, contendo, nesse momento, apenas oito corridas, todas elas na Europa.

Antes do início da pandemia do coronavírus, a Fórmula 1 previa a disputa de três corridas na América, os GPs dos Estados Unidos (25 de outubro), México (1º de novembro) e Brasil (15 de novembro). Essas provas foram adiadas, assim como outras seis, não tendo uma nova data definida - outras sete acabaram sendo canceladas.

Na avaliação do dirigente da principal equipe do campeonato, dificilmente as provas brasileira e americana vão ser disputadas em 2020. "Olhando para esses países agora, não se pode imaginar que iríamos para lá", afirmou o dirigente em entrevista à TV britânica BBC. Com prestígio no meio do automobilismo, o austríaco é cotado até mesmo para ser no futuro um dos chefes da categoria.

Wolff explicou que tem conversado com o chefão da Fórmula 1, Chase Carey, sobre o calendário da temporada da Fórmula 1. "Baseado em minhas conversas com Chase Carey, ele não quer fechar nenhuma porta, mas não parece que iremos para estes locais. Eles são muito cuidados e não irão lá se for arriscar as pessoas", acrescentou.

A organização do GP do Brasil rebateu as declarações de Wolff. "O único fator que justificaria o cancelamento de um evento seria um motivo de força maior, o que está fora do controle das partes envolvidas (tanto contratada quanto contratante). Essa não seria uma decisão das equipes, mas, sim, da FIA, baseada em evidências do que pode constituir um caso de força maior. A evolução da pandemia em São Paulo não é diferente do que ocorre na Inglaterra ou na Itália e pelas projeções certamente diminuirá até novembro. A organização do GP Brasil acompanha a situação e mantém a comissão médica da FIA atualizada. As decisões saem de lá, e não de dirigentes de equipes", disse ao Estadão o promotor do GP do Brasil Tamas Rohonyi 

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