Max Rossi/Reuters
Max Rossi/Reuters

Chefe da Mercedes minimiza preocupação com o futuro de Ocon na F-1

Francês deve perder lugar na Force India para o canadense Lance Stroll, comprada por seu pai Lance Stroll

Estadão Conteúdo

03 Outubro 2018 | 10h10

Considerado um dos jovens mais talentosos da Fórmula 1, o francês Esteban Ocon tem cada vez menos chance de permanecer na categoria para a próxima temporada. Mas o chefe da Mercedes, Toto Wolff, um dos responsáveis pela gestão da carreira do piloto, minimiza as preocupações com o futuro do seu pupilo.

"Ainda temos muita esperança de encontrar uma boa solução para ele para o próximo ano. Mas, na posição em que ele se encontra em sua carreira, não estamos desesperados por um lugar no grid no ano que vem", ponderou Wolff. "Estamos preparados para disputar um jogo de longa duração."

Ocon vem sendo alvo de elogios desde a sua estreia, no início da temporada. Pilotos experientes como o inglês Lewis Hamilton e o alemão Sebastian Vettel, que são os líderes do campeonato, já pediram pela permanência do colega francês no grid, em razão das suas habilidades na pista.

Mas Ocon só tem contrato com a Force India até o fim do ano e deve perder o seu lugar para o canadense Lance Stroll, uma vez que o seu pai, Lawrence Stroll, se tornou um dos controladores da equipe. O mexicano Sergio Pérez já está garantido no time para o próximo ano.

Em outras equipes, Ocon já foi cotado para vagas na Renault e na McLaren. Mas o time francês contratou recentemente o australiano Daniel Ricciardo, enquanto a equipe inglesa confirmou o espanhol Carlos Sainz Jr e o britânico Lando Norris. Assim, restam vagas somente na Williams e na Toro Rosso, sendo a primeira com mais chances para Ocon.

Para Wolff, o assento entre os titulares não é uma necessidade obrigatória para o francês. Ele considera a possibilidade de Ocon ter uma vaga entre os reservas em 2019. "Em algum momento ele será alguém de sucesso na Fórmula 1. Se isso significar passar por um ano sabático antes, por mim tudo bem", afirma o chefe da Mercedes.

Em seu ano de estreia, Ocon é o 11º colocado no Mundial de Pilotos, com os mesmos 47 pontos do mexicano Sergio Pérez, seu companheiro de equipe na Force India, que está no 10º posto.

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