Andrej Isakovic/AFP
Andrej Isakovic/AFP

Chefe da Mercedes admite que domínio pode prejudicar F-1

Toto Wolff também rebate críticas feitas contra a escuderia

Estadão Conteúdo

16 de dezembro de 2015 | 15h57

O chefe da Mercedes, Toto Wolff, admitiu nesta quarta-feira que o domínio da equipe nas últimas duas temporadas pode prejudicar a Fórmula 1. Mas o dirigente minimizou as críticas que a equipe vêm recebendo nas últimas semanas, até mesmo do chefão da categoria, Bernie Ecclestone.

"É bom para a Fórmula 1 ter um time dominante, com resultado previsível, como aconteceu em 2014 e 2015? Não é bom, mas se você analisar historicamente, sempre foi assim. Então a questão é: o que eu posso fazer?", declarou Wolff, em entrevista ao site da revista Autosport.

O dirigente lembrou de outras equipes que dominaram o circuito da F-1 por anos seguidos, como a Red Bull fez entre 2010 e 2013, com os quatro títulos seguidos do alemão Sebastian Vettel.

"Nós esperamos que a competição cresça forte e devemos parar de romantizar o passado, e como ele era grandioso. Percebo às vezes como antigos acionistas esqueceram como nós evoluímos e que o produto precisa se desenvolver", afirmou Wolff.

As críticas à Mercedes não se referem apenas ao domínio apresentado em 2014 e 2015, mas também à força que a equipe vem exibindo nas reuniões decisivas que definem os rumos da F-1. Recentemente, Mercedes e Ferrari vetaram o surgimento de motores alternativos, mais simples e baratos, na categoria, antigo pedido das equipes menores.

Wolff se defende ao alegar que liberou informações sobre os motores da Mercedes para favorecer o desenvolvimento de outros fornecedores. "Não bloqueamos coisas como a abertura dos motores, por exemplo", disse o dirigente.

O veto da Mercedes e da Ferrari incomodou principalmente Ecclestone, que tentava abrir espaço para motores alternativos para baratear custos e minimizar as ameaças que rondam o futuro da F-1.

Como resposta, Wolff lembrou da longeva parceria da Mercedes com a categoria. "Somos leais à Fórmula 1 há muito tempo. Estamos na categoria há 23 temporadas consecutivas. Somos uma das marcas que ajudam a dar credibilidade à F-1", destacou o chefe da equipe, campeã neste não do Mundial de Construtores e de Pilotos, com o inglês Lewis Hamilton.

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