Chefe da Renault afirma que Senna foi o Maradona da F-1

Para Flavio Briatore, Schumacher é como um Van Basten e Fernando Alonso pode ser comparado a Messi

EFE

17 de janeiro de 2008 | 11h45

O italiano Flavio Briatore, chefe da escuderia Renault, afirmou que o brasileiro Ayrton Senna, que morreu num acidente durante o Grande Prêmio da Monza de 1994, foi o "Maradona" da Fórmula 1. "O único Maradona que vi na Fórmula 1 foi Senna. Michael Schumacher está em outro nível, poderia ser comparado a Van Basten (ex-jogador holandês). Alonso é Messi (argentino do Barcelona), que sempre comete poucos erros", disse Briatore em entrevista ao jornal "Corriere della Sera". Dentro de suas curiosas comparações entre os mundos do futebol e da Fórmula 1, Briatore também comparou o brasileiro Nelsinho Piquet, novo piloto titular da Renault, ao jovem atacante Alexandre Pato, que estreou domingo com a camisa do Milan e tem tudo para ser um craque. "Espero que Nelsinho possa ser como Pato", afirmou o chefe da Renault, que comparou Felipe Massa, da Ferrari, ao lateral-direito Gianluca Zambrotta, do Barcelona. "Ambos são grandes trabalhadores". Para o italiano, o finlandês Kimi Raikkonen, atual campeão do mundo e companheiro de Massa na Ferrari, é igual a um compatriota seu: Luca Toni, ex-Fiorentina e atualmente no Bayern de Munique. "Fala pouco, quase nada, mas sempre consegue o resultado". Lewis Hamilton, revelação da temporada passada pela McLaren, foi comparado ao atacante marfinense Didier Drogba, do Chelsea. Para Briatore, ambos são muito melhores do que as pessoas acham. Na comparação entre clubes de seu país e escuderias, a Ferrari é a Inter de Milão, pois sempre vence. Já a Renault é a Juventus, pois ultimamente obteve menos conquistas que a Inter. O chefe da Renault tem parte das ações do Queen's Park Rangers, atualmente na Segunda divisão inglesa. Ao falar apenas sobre jogadores, Briatore acha o brasileiro Kaká, do Milan, melhor que Ibrahimovic, da Inter, enquanto Ronaldo, também do rubro-negro de Milão, é mais eficiente que Ronaldinho Gaúcho, do Barcelona. "O verdadeiro fenômeno ainda é Ronaldo. Ele está acima do peso, mas sempre consegue se destacar. Uma pessoa que faz gols tão facilmente só pode ser um fenômeno", apontou.

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