Srdjan Suki/EFE
Srdjan Suki/EFE

Chefe da Renault encara temporada 2015 na F- 1 como 'aberração'

Resultados da Red Bull e da Toro Rosso são difíceis de aceitar

Estadão Conteúdo

01 de dezembro de 2015 | 11h50

O fraco rendimento dos motores da Renault no Mundial de Fórmula 1 ainda intriga os dirigentes da fornecedora francesa. Diretor esportivo da Renault, Cyril Abiteboul afirmou nesta terça-feira que encara a temporada 2015 como uma "aberração".

"Não alcançamos os alvos que determinamos para nós neste campeonato, mas espero que este ano tenha sido uma aberração em comparação ao nosso usual bom rendimento", disse Abiteboul.

Para o dirigente, os resultados da Red Bull e da Toro Rosso, únicas equipes que utilizaram os motores Renault neste ano, são difíceis de aceitar. A Red Bull, que emplacou quatro títulos seguidos com o alemão Sebastian Vettel entre 2010 e 2013, foi apenas a quarta colocada no Mundial de Construtores.

"Ser quarto colocado no campeonato, com a Red Bull, com certeza é difícil de aceitar. Mas compartilhamos desta responsabilidade", afirmou Abiteboul, que afirmou que os resultados inesperados da Toro Rosso compensaram em parte a decepção com a Red Bull - a equipe satélite do time austríaco terminou o Mundial em sétimo lugar.

"Com a Toro Rosso, a posição no campeonato não foi a esperada, mas tivemos mais que o dobro de pontos de 2014. Foi um ano forte no geral para eles e estamos orgulhosos por termos feito parte dessa conquista", declarou.

Enquanto avalia a temporada 2015, a Renault aguarda o anúncio da Red Bull sobre o seu futuro na F1. A fornecedora viveu um campeonato tenso com a equipe austríaca em razão do fraco rendimento do motor deste ano. As críticas públicas da Red Bull azedaram a relação com a Renault e a o time da F1 chegou a anunciar o fim da parceria no fim deste ano.

Ao mesmo tempo, a Red Bull iniciou conversas com a Mercedes, a Ferrari e a Honda para ter um novo fornecedor de motor em 2016. Mas não teve sucesso e até cogitou deixar a F-1 caso não obtivesse novo acordo com qualquer fornecedora. Nas últimas semanas, diante da negativa das concorrentes da Renault, a Red Bull voltou a se aproximar da fornecedora francesa.

Na semana passada, o chefe da equipe, Christian Horner, anunciou que a Red Bull chegara a um acordo para ter motor em 2016. No entanto, fez mistério e não deu prazo para confirmar a parceria. Especula-se que seja um novo acordo com a mesma Renault.

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