Chefes de equipes minimizam som diferente dos motores dos carros

Mudança no regulamento da Fórmula 1 leva o ruído do ronco a diminuir, o que incomodou o público

O Estado de S. Paulo

14 de março de 2014 | 17h07

MELBOURNE - Os chefes das equipes da Fórmula 1 disseram nesta sexta-feira ser pouco importante a mudança do barulho dos carros da categoria. A entrada dos motores turbo V-6 fez o ronco das máquinas ter um som diferente, mais abafado e menos ruidoso em comparação a anos anteriores. A medida provocou reclamações do público durante o primeiro treino oficial para a corrida de abertura, no próximo domingo, na Austrália.

"Acho que as pessoas vão se acostumar rapidamente com o som dos novos motores. Nós tivemos tantas mudanças nas últimas décadas do automobilismo e isso faz você esquecer rapidamente qual era o som anterior", disse a vice-diretora da Williams, Claire Williams, filha do fundado da equipe, Frank. "O que o público quer é ver boas corridas e quando isso começar a acontecer, as polêmicas vão desaparecer", comentou.

A saída dos motores aspirados V-8 desafiou as escuderias a preparar os novos carros e ainda conseguir adaptá-los às exigências aerodinâmicas e de redução de combustível. Com isso, a Federação Internacional de Automobilismo (FIA), pretende fazer a categoria mais econômica e ecológica.

"Se você gosta de som dos motores, vamos voltar para os V-10 e V-12", ironizou o diretor-executivo da Mercedes, Toto Wolff. O dirigente afirmou que a transformação é irreversível e o impacto mais importante dela é ter deixado os carros mais rápidos. "Vamos nos acostumar aos sons e prometo que no próximo ano ninguém notará diferenças ainda", comentou.

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