Chegada de Alonso à Ferrari abre mercado na Fórmula 1

A chegada de Fernando Alonso à Ferrari é mais do que a principal notícia da Fórmula 1 para 2010. A contratação do espanhol abre uma série de negociações que podem resultar em mudanças profundas para a próxima temporada.

AE, Agencia Estado

30 de setembro de 2009 | 12h29

A primeira consequência direta da contratação de Alonso é a demissão de Kimi Raikkonen. O finlandês perdeu sua vaga na Ferrari e tornou-se o maior nome disponível no mercado. Segundo declarações da cúpula da Mercedes, o campeão de 2007 pode voltar à McLaren, onde correu durante cinco temporadas.

Com a possível contratação de Raikkonen, a McLaren teria uma dupla de campeões, já que Lewis Hamilton - dono do título de 2008 - será mantido. Outro finlandês, Heikki Kovalainen, ficaria desempregado e à procura de uma equipe que apostasse nele, mesmo após três temporadas sem brilho.

Para o lugar de Alonso, a Renault já tem um favorito. Trata-se do polonês Robert Kubica, que está na BMW - a montadora alemã anunciou que não continuará no Mundial em 2010. A vaga de segundo piloto da Renault está aberta: o franco-suíço Romain Grosjean e o brasileiro Lucas di Grassi são os favoritos.

A Brawn GP, líder do campeonato e virtual campeã de Pilotos e Construtores, também deve ter mudanças. Apesar dos bons resultados, Jenson Button e Rubens Barrichello ainda não renovaram seus contratos. O inglês, líder do Mundial, está mais perto de um novo acordo.

Segundo a revista inglesa Autosport, Barrichello já articula um contrato com a Williams. Ele faria uma troca com Nico Rosberg, que tem o apoio da Mercedes na busca por uma vaga na Brawn. Caso feche com a equipe de Frank Williams, Barrichello pode ter a seu lado o alemão Nico Hulkenberg, campeão da GP2.

Uma das maiores dúvidas para a próxima temporada é a Toyota. A montadora japonesa tem sido reticente ao falar de seus planos para a categoria. Pelo clima de dúvida, a escuderia já teria até liberado Timo Glock e Jarno Trulli para negociar um cockpit com outras escuderias em 2010.

Mas para se manter na categoria, a dupla talvez precise recorrer a uma das equipes estreantes - Campos, Manor, US F1 e Lotus. Das oito vagas disponíveis nas novatas, apenas uma é dada como certa, a do espanhol Pedro de la Rosa, na Campos. Os sete lugares restantes têm sido alvo de inúmeras especulações, mas ainda não se sabe nem mesmo se as equipes terão condições técnicas de correr.

Em meio a toda esta instabilidade, até quatro brasileiros podem juntar-se a Massa e Barrichello no grid do GP do Bahrein, que abrirá a temporada em 14 de março. Lucas di Grassi, Bruno Senna, Nelsinho Piquet e Antonio Pizzonia estão na briga e dizem ter boas chances de disputar o próximo Mundial.

Entre todos eles, quem mostra-se mais otimista é Bruno Senna. O sobrinho do tricampeão Ayrton Senna negocia com pelo menos três equipes, e declarou recentemente que estará no grid. Para di Grassi, as chances praticamente limitam-se à Renault, onde é terceiro piloto e pode lucrar com o fraco desempenho de Romain Grosjean.

Antonio Pizzonia, esquecido pela categoria nos últimos quatro anos, diz ter chances de voltar pelas mãos da Manor, equipe que defendeu no automobilismo inglês, e que ingressará na categoria. A novata inglesa também é a maior esperança de Nelsinho. Mas, depois de envolver-se no escandaloso episódio em Cingapura, o filho de Nelson Piquet parece distante de voltar ao Mundial.

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