Aly Song/Reuters
Aly Song/Reuters

China cancela eventos esportivos internacionais em 2020 e pode afetar a Fórmula 1

Únicas exceções são os preparatórios e classificatórios para os Jogos Olímpicos de Inverno de Pequim, que serão realizados em 2022

Redação, O Estado de S.Paulo

09 de julho de 2020 | 12h57

O risco de uma segunda onda do novo coronavírus no país fez a China decidir nesta quinta-feira pelo cancelamento de eventos esportivos internacionais programados para 2020. A Administração Geral do Esporte divulgou um programa chamado "plano de retomada dos eventos esportivos baseado na ciência e na ordem" e as únicas exceções são os preparatórios e classificatórios para os Jogos Olímpicos de Inverno de Pequim, que serão realizados em 2022.

Por conta desse documento, muitos eventos esportivos internacionais serão afetados. Entre as modalidades mais afetadas estão o tênis e a Fórmula 1. O GP da China, na cidade de Xangai, adiado desde abril, deve ser oficialmente cancelado e não disputado na atual temporada, que sofreu diversas mudanças em seu calendário e teve a estreia somente no último final de semana, na Áustria.

No tênis, a ATP ainda não divulgou o seu calendário para depois do remarcado Roland Garros, que terminará em outubro, e por isso não haverá necessidade de novas alterações com a ausência dos eventos chineses. Já a situação da WTA é bem diferente, uma vez que o circuito feminino planejou todos os seus torneios até o final de 2020, sendo sete deles em cidades chinesas: Pequim, Wuhan, Nahnchang, Zhengzhou, Shenzhen, Zhuhai e Guangzhou. Entre eles o destaque é para o WTA Finals em Shenzhen, que agora deverá buscar outra sede se quiser ser realizado.

Em Xangai, dois grandes eventos de golfe de nível mundial, o World Golf Championship e o LPGA, seriam realizados ainda em 2020 e devem ser cancelados. Em outubro, Xiamen receberia o torneio asiático de escalada e, em dezembro, o World Tour Finals de badminton seria disputado em Guangzhou.

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