China quer sediar etapa da Fórmula 1

A exemplo dos russos, os chineses começam a se preparar para organizar uma etapa do Mundial de Fórmula 1. A prefeitura de Pequim confirmou à imprensa alemã que iniciará a construção de um autódromo, no início do ano que vem. A Rússia já trabalha na sua pista, localizada próxima de Moscou. "A Europa irá perder duas etapas do campeonato", declara Bernie Ecclestone, promotor da F1. A Rússia deve fazer parte do Mundial em 2003, enquanto a China, em 2004. A Itália vai ficar, dentro de dois anos, apenas com a corrida de Monza. A de Ímola cairá fora do calendário. O mesmo ocorrerá na Alemanha, em que Hockenheim, cuja remodelação está em curso, continuará a receber o GP da F1, mas Nurburgring poderá perder a sua prova. "Países com dois GPs deverão perder um", explica Ecclestone. Uma etapa da Fórmula 1 na China e outra na Rússia atende diretamente aos interesses dos patrocinadores das equipes, em geral empresas multinacionais com investimentos nesses países, que vivem intenso processo de transformação para o capitalismo. Ecclestone deseja ainda que um país árabe faça parte do Mundial da F1. O dirigente já viajou a Beirute, no Líbano, e Jeddah, na Arábia Saudita, a convite dos políticos locais. O Egito manifestou também sua candidatura para organizar uma etapa da Fórmula 1. "Antes de a proibição da propaganda de cigarros vigorar, a Fórmula 1 já terá atingido novos mercados", prevê Ecclestone. A partir de 2007 será proibido veicular publicidade de empresas tabagistas na Europa.

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