Christian: ano de sucesso e fracasso

Um ano ótimo e horroroso ao mesmo tempo. Esta situação, aparentemente contraditória, está sendo vivida por Christian Fittipaldi, segundo a definição do próprio piloto da Fórmula Indy. O lado bom fica por conta da vida pessoal e do seu casamento com Andréa, em fevereiro. O ruim está relacionado à sua carreira. O brasileiro amarga mais uma temporada aquém de suas expectativas na Newman-Haas. Até agora, o melhor - e único - bom resultado que obteve foi um terceiro lugar em Portland e está apenas numa discreta 13ª posição no campeonato, com 61 pontos."A única coisa que deu certo este foi no lado pessoal. No profissional, estou tendo minha pior temporada??, disse Christian, de 30 anos, desde 1995 na F-Indy e desde 1996 na Newman-Haas. Ele, porém, corre numa das equipes com melhor estrutura na Indy e tem um companheiro, Cristiano da Matta, que chegou este ano e apresentar uma performance melhor do que a sua. "Até a gente se confunde com o que está ocorrendo. Sei que a equipe tem potencial e vice-e-versa. O problema é que não estamos conseguimos explorar esse potencial??, diz o piloto.Christian entende que um dos caminhos para retomar o rumo no futuro é promover algumas mudanças no grupo de profissionais que trabalha com ele. Seu atual engenheiro, por exemplo, deixará a equipe no fim da temporada e o piloto já indicou alguns nomes com os quais gostaria de trabalhar. Carl Haas, um dos donos da Newman-Haas, está negociando com os nomes sugeridos.O brasileiro também negocia. No caso, a renovação de seu contrato com a equipe e a contratação de um novo engenheiro experiente é uma de suas principais reivindicações. Assim, ele espera resolver problemas com o desenvolvimento mais rápido do carro, além de trabalhar com alguém de mentalidade diferente das pessoas com que convive há algumas temporadas e que pensam quase da mesma maneira o que, muitas vezes, impede a busca de novas soluções para os problemas. "Gente nova sempre dá uma sacudida. Até porque cheguei a um estágio da minha vida em que não quero apenas ser um número. Quero vencer corridas (tem apenas 2 vitórias até hoje) e ganhar títulos.?? Christian admite que já pensou na possibilidade de trocar de equipe, até por causa da motivação que uma "casa nova?? representa. Mas, se depender dele, isso não vai acontecer. "É preciso analisar se vale a pena. E se eu sair e a equipe encontrar o caminho? Terei saído na hora errada. E o principal é que, apesar dos problemas, acredito no trabalho que é feito aqui.?? Independentemente disso, ele negocia com outros times. Uma das opções, embora não admita, é a NoMunn, que tem a vaga deixada por Alessandro Zanardi disponível para 2002. Se renovar com a Newman-Haas, o novo compromisso deverá ser por mais um ano.O desapontamento que Christian mostra ao falar de sua vida dentro das pistas desaparece quando o assunto passa a ser seu casamento. "Está sendo ótimo. Nos entendemos muito bem. Agora, tenho alguém para conversar a todo instante. Ela me acompanha em todas as corridas, e me ajuda a relaxar, principalmente depois de um treino ou corrida frustrante. Às vezes saímos para ir a um cinema ou jantar após um dia problemático. Isso me ajuda em termos de concentração e confiança.?? Christian lembra que, graças à companhia de Andréa, pôde, recentemente, fazer uma das coisas que mais gosta: viajar pela Europa de carro, por ocasião das corridas na Alemanha e na Inglaterra. Ele passou pela França, Holanda e Suíça, entre outros países. "Pude rever amigos, voltei à casa onde morava na Suíça, matei a saudade da comida européia. Ao todo percorremos 5 mil quilômetros de carro. Foi muito bom??, conta.

Agencia Estado,

08 de outubro de 2001 | 09h27

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.