Chuva preocupa pilotos em Indianápolis

A grande preocupação dos organizadores das 500 Milhas de Indianápolis, domingo, quarta etapa do campeonato da Indy Racing League, é a chuva. Neste sábado, a temperatura baixou e a garoa caiu durante boa parte do dia. A previsão para amanhã e depois é de "possibilidades de chuva, com 40% de chances na hora da largada". Corridas em circuitos ovais exigem pista seca. As 500 Milhas são disputadas em 200 voltas pelo traçado de 2,5 milhas (4022 metros). Com 101 voltas, o regulamento permite que ela seja encerrada. A prova deve começar às 13 horas (de Brasília), com transmissão ao vivo pela Rede Bandeirantes.Hoje, as equipes tiveram pouca atividade nas imensas garantes do circuito. Na quinta, durante o Carburation Day, os pilotos fizeram as últimas correções nos carros. Os pilotos não se preocupam com as condições do tempo: "Não esquento com isso. Já tenho muita coisa para pensar e não fico lendo noticiário sobre meteorologia. Na hora da largada vou estar no carro. Se chover, paciência. Não é a primeira vez que isso acontece aqui", diz Gil de Ferran, campeão da Cart em 2000, que correrá com um Dallara/Olds da equipe Penske.Desde 1911, quando a corrida começou a ser disputada, a prova teve que ser adiada ou interrompida antes do final algumas vezes. A mais curta foi a de 1976 que terminou com 102 voltas, com a vitória de Johnny Rutherford. Em 97, a chuva impediu a largada no domingo e na segunda. A corrida foi disputada normalmente na terça, com as arquibancadas quase vazias, e terminou com a vitória de Arie Luyendyk, a segunda de sua carreira.Os organizadores norte-americanos já discutem um sistema capaz de resolver de vez o problema da chuva em corridas ovais. Um evento como as 500 Milhas, que atrai um público de cerca de 500 mil pessoas, não pode ficar condicionado as condições meteorólogicas. No caso de chuva, os ingressos não são devolvidos. O problema é que nem pneus de chuva resolvem o problema do risco de acidentes graves com a pista molhada.Os pilotos, ontem e hoje, tiveram intensas atividades sociais, comparecendo a desfiles, sessões de autógrafos organizadas pelos patrocinadores, almoços e jantares comemorativos. "É impressionante o programa nesta semana. Você quase não tem tempo para nada", comenta o estreante Felipe Giaffone que largará com o G-Force/Olds da equipe Hollywood/Treadway na última posição do grid. E acrescenta: "Mas tudo isso é muito gostoso. A tietagem aqui é intensa".Hélio Castro Neves diz que tietagem como em Indianápolis não existe. "No Japão, em Motegi, também é assim. Mas em grau menor. Aqui é fantástico. Onde é que você vê tantas mulheres no paddock, todas querendo chegar perto de você?".Com 800 mil pessoas, Indianápolis recebe um número anormal de visitantes nesta semana. Vem gente até sem ingressos para a corrida, apenas para acompanhar a agitação na cidade. A mídia americana dá um grande destaque à prova. A divisão da categoria em Cart e Indy Racing League a partir de 96 não mudou o interesse pela corrida que é considerada o maior evento esportivo do mundo em um único dia. O pole day, disputado dia 12 de maio, teve um público menor do que o normal: 150 mil pessoas.A IRL tem apenas dois chassis e dois tipos de motores: os chassis são Dallara e G-Force e os motores, Olds (a grande maioria) e Nissan.Até 2003, a categoria terá também motores Toyota (já confirmado), Ford e Honda (ambos ainda em estudos). A prova deste domingo igualará o recorde de participação de pilotos brasileiros. Em 95, estavam Gil de Ferran, Maurício Gugelmin, Christian Fittipaldi, André Ribeiro e Raul Boesel (Émerson Fittipaldi não se classificou para a largada). Desta vez estarão Gil de Ferran, Hélio Castro Neves, Bruno Junqueira, Felippe Giaffone e Airton Daré. Helinho, Bruno e Felippe são estreantes.

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