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Cinco dias após grave acidente no Rally Dakar, piloto francês morre aos 52 anos

Pierre Cherpin faleceu durante deslocamento da Arábia Saudita para um hospital na França

Redação, Estadão Conteúdo

15 de janeiro de 2021 | 08h26

O piloto francês Pierre Cherpin, que tinha sofrido um grave acidente durante a sétima etapa da categoria motos do Rally Dakar, no último domingo, faleceu nesta sexta-feira durante o seu deslocamento de Jeddah, na Arábia Saudita, para um hospital de Lille, na França, onde iria continuar a ser tratado. A notícia foi divulgada pela organização da prova através de um comunicado oficial.

"Durante a sua transferência por avião médico de Jeddah para França, Pierre Cherpin morreu das lesões causadas pela sua queda na sétima etapa entre Ha'il e Sakaka no dia 10 de janeiro", informou os organizadores do rali, que foi encerrado nesta sexta-feira com a chegada dos competidores a Jeddah.

De acordo com a família de Pierre Cherpin, o piloto sofreu uma febre aguda durante a viagem, "provavelmente de origem cerebral no avião que o deixou no (aeroporto de) Le Bourget".

Esta foi a quarta participação de Pierre Cherpin, de 52 anos, no Rally Dakar, depois de competir em 2009, 2012 e 2015 integrando a categoria Original by Motul, para pilotos que corriam sem assistência.

Esta foi a primeira morte na edição deste ano depois de em 2020, na estreia do rali na Arábia Saudita, terem perdido a vida o português Paulo Gonçalves e o holandês Edwin Straver. Pierre Cherpin foi o 27.º piloto a morrer durante um Rally Dakar.

No último domingo, Pierre Cherpin tinha sofrido uma queda ao quilômetro 178 da sétima etapa e foi levado às pressas para o hospital de Sakaka. O piloto foi operado de um hematoma subdural, tendo sido diagnosticado também um pneumotórax e costelas partidas.

RESULTADOS

O Rally Dakar terminou nesta sexta-feira e coroou uma lenda. O francês Stéphane Peterhansel aumentou para 14 o número de títulos na competição. Ao lado do navegador Edouard Boulanger, o piloto da Mini assegurou a vitória com 13min51s de vantagem para o príncipe catariano Nasser Al-Attiyah. O espanhol Carlos Sainz, vencedor em 2020, ficou com o terceiro posto.

Nas motos, deu Argentina. Kevin Benavides garantiu a vitória da Honda pelo segundo ano consecutivo. Derrotado pelo americano Ricky Brabec na última especial da competição, o argentino aproveitou a vantagem construída nos últimos dias para assegurar o título com 4min56s de vantagem para o companheiro de equipe.

Nos UTVs, o Brasil terminou entre os 10 primeiros colocados. Nesta sexta-feira, Gustavo Gugelmin, que faz parceria com o americano Austin Jones, cruzaram a linha de chegada em nono lugar e ficaram com a segunda colocação na classificação geral. Já Reinaldo Varela e Maykel Justo terminaram a etapa na segunda posição e terminaram o rali no quinto posto.

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